Daily Archives: 05/02/2017 11:22 am

Marisa Letícia, a primeira dama que não gostava de política (+)

 

(na revista Época, que está nas bancas)

Marisa Letícia Lula da Silva, a ex-primeira-dama do Brasil, morreu às 18h57 desta sexta-feira (3), aos 66 anos. A mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 24 de janeiro. Na quinta-feira, 2 de fevereiro, o exame transcraniano identificou “ausência de fluxo cerebral”. Diante da notícia, o próprio ex-presidente Lula se encarregou dos procedimentos para autorizar a doação de órgãos. No Facebook, ele agradeceu as “manifestações de carinho e solidariedade” recebidas. As etapas do protocolo para a confirmação da morte encefálica foram finalizadas nesta sexta-feira.

Marisa Letícia estava internada, sob os cuidados do cardiologista Roberto Kalil Filho, amigo e médico da família, após ser vítima de um grave acidente vascular cerebral (AVC) desencadeado por um aneurisma, uma dilatação anormal de uma artéria. Ao chegar ao hospital, encontrava-se consciente, mas um pouco confusa. Sua pressão, horas antes, havia batido 18 por 12. Foi sedada e não acordou mais.

 

Havia alguns anos que Marisa sabia da existência do aneurisma. Como era pequeno, optou – com a concordância dos médicos – por não operá-lo. Nos últimos meses, o aneurisma cresceu até atingir pouco menos de 1 centímetro. A consequência foi o sangramento discreto no lado esquerdo do cérebro.

HISTÓRIA
Em seus primeiros anos de casada, Marisa Letícia não simpatizava com a política. Fartava-se com as centenas de telefonemas diários de gente atrás do marido, na época uma liderança em ascendência dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Aos poucos, porém, Marisa não só se adaptou àquela atmosfera, como acabou se tornando parte ativa dela. Em 10 de fevereiro de 1980, nasciam o Partido dos Trabalhadores (PT) e, pelas mãos de Marisa, a primeira bandeira da legenda recém-criada. Num recorte de tecido vermelho trazido da Itália, Marisa costurou uma estrela branca e sacramentou o que se tornaria a marca da sigla. “Foi assim que começou o PT”, disse mais tarde, em 2002, pouco antes de se tornar primeira-dama do Brasil.

CIVILIDADE
Descendente de imigrantes italianos, décima de uma família de 11 filhos, Marisa teve uma infância simples num sítio na zona rural de São Bernardo. Em 1970, aos 19 anos, Marisa se casou pela primeira vez. Engravidou na lua de mel e ficou viúva em seguida, quando o marido, o taxista Marcos Cláudio dos Santos, foi assassinado durante um assalto. Três anos depois, Marisa conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo quando tentava receber o pecúlio do marido. Fascinado, Lula orientou funcionários a avisá-lo quando a “viuvinha” chegasse por ali. Dizia a ela que também era viúvo. No livro A história de Lula: o filho do Brasil, a jornalista e escritora Denise Paraná conta que Lula deixou cair uma carteirinha com dados pessoais para provar o que dizia. “Mas eu não estou querendo saber se você é viúvo ou não. Estou querendo só que você bata o carimbo para eu receber”, disse Marisa. Lula insistiu. Certa noite, foi buscá-la de surpresa para sair e a encontrou com um namorado. Dispensou o rapaz e comunicou à mãe de Marisa que, a partir daquele momento, era ele o par de sua filha. Lula dizia que se apaixonara à primeira vista pela “galega”. Casaram-se seis meses depois e tiveram Fábio, Sandro e Luís Cláudio.

Desde que coseu a primeira bandeira do PT, Marisa se engajou mais e mais nas atividades políticas. Estampou e vendeu camisetas para conseguir recursos. Numa época em que o feminismo andava adormecido, Marisa organizou uma marcha de mulheres para negociar a liberação dos metalúrgicos. Marisa sempre fugiu do protagonismo, mas cuidava das finanças da família, da logística pessoal e das roupas do ex-presidente. Criticava o desempenho de Lula em entrevistas ou discursos. Pelo círculo íntimo, era tida como o farol de Lula. A conselheira que ele ouvia, que lhe dava segurança.

Marisa foi uma das mais discretas primeiras-damas do Brasil por oito anos. Compartilhou com Lula a vida e a política, e acabou denunciada com ele em uma ação penal. Respondia pelo crime de lavagem de dinheiro por causa da reforma do sítio de Atibaia. Na primeira manifestação pública sobre o estado de saúde da mulher, na segunda-feira, dia 30, Lula disse a simpatizantes que “a pressão e a tensão fazem as pessoas chegar ao ponto que a Marisa chegou”.

Para além da tragédia, a internação de Dona Marisa expôs uma indignidade de conduta. Segundo reportagem do jornal O Globo, uma médica do hospital, identificada como Gabriela Munhoz, compartilhou informações sigilosas sobre o estado de saúde de Marisa em um grupo de WhatsApp. Dizia que Marisa estava no pronto-socorro com diagnóstico de AVC hemorrágico de nível 4 na escala Fisher, considerado dos mais graves. Enfatizava que a paciente estava prestes a ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A mensagem foi compartilhada no grupo “MED IX”, da turma de formandos em medicina de 2009 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Espalhou-se rapidamente e despertou comentários dos mais assombrosos.

Outro médico enviou ao grupo imagens de uma tomografia atribuída a Marisa, com detalhes que, mais tarde, foram confirmados por Gabriela. A tomografia teria vindo de outro grupo, o “PS Engenho 3”, cujo vazamento foi atribuído a um cardiologista. Na quarta-feira, dia 1º, o Hospital Sírio-Libanês informou que Gabriela foi demitida. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) disse, em nota, que abriu uma sindicância para investigar o vazamento da imagem.

A dignidade que faltou a alguns médicos sobrou aos políticos. Cercado por uma extensa comitiva, o presidente Michel Temer voou de Brasília a São Paulo na quinta-feira – ouviu gritos de “golpistas”, “assassinos” e “ladrões” na porta do hospital – para prestar solidariedade a Lula. Temer levou o ex-presidente José Sarney e os ministros José Serra e Henrique Meirelles, entre outros. Horas antes, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também estivera no Sírio. Fernando Henrique envolveu Lula com um abraço fraterno – numa retribuição ao gesto de Lula em 2008, que foi abraçá-lo no velório de sua mulher, Ruth Cardoso. Hoje em lados opostos, os dois políticos foram aliados em grande parte da carreira, desde que o jovem líder sindical Lula apoiou, em 1978, o jovem professor esquerdista numa disputa ao Senado Federal. A imagem comoveu. Em tempos irracionais, provocou um suspiro solitário de civilidade. A política faz adversários, não inimigos. Por causa de Dona Marisa, o Brasil se lembrou disso nesta semana.

(+) Comentário do programa – A morte de Dona Marisa foi objeto de comentários dos mais diversos. Ditos esquerdistas utilizaram a morte da ex-primeira dama para fazer críticas à operação Lava Jato. Pessoas de origens incertas tripudiaram sobre a dor da família e dos correligionários e admiradores da esposa de Lula. Não concordamos com nenhum dos lados. A Lava-Jato lava a alma dos brasileiros decentes. A dor de Lula foi respeitada até por adversários dos mais ferrenhos. (LGLM)

Definido em sorteio, ministro Fachin é o novo relator da Lava Jato no STF (+)

 

ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sorteado nesta quinta (2) como o novo relator da Lava Jato na corte.

Ele vai assumir função que pertencia ao ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no último dia 19.

Então relator da Lava Jato, Teori pautava na Segunda Turma os casos que chegavam ao Supremo relativos à operação, como, por exemplo, recebimento de denúncia contra senador ou deputado federal.

Caberá ao novo relator, por exemplo, conduzir agora a delação de 77 executivos da Odebrecht, homologada pela presidente Cármen Lúcia na segunda-feira (30).

A escolha transformou-se em uma das principais discussões dentro do STF depois da morte de Teori. Dentre as opções debatidas, com base no regimento, a presidente Cármen Lúcia optou pela menos polêmica, o sorteio na turma onde Teori atuava.

A presidente considerou a interpretação do regimento do STF que determina a prevenção da Turma: ou seja, como a Lava Jato já estava sendo julgada na Segunda Turma, os processos teriam que continuar sendo analisados por aquele grupo de ministros.

O sorteio, realizado nesta manhã em um sistema eletrônico do STF, foi feito entre os ministros que compõem a Segunda Turma da corte. Fachin, que pertencia à Primeira Turma, foi transferido para o novo colegiado também nesta manhã.

O STF informa que o sorteio é aleatório.

Além de Fachin, participaram do sorteio Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Cada ministro tinha cerca de 20% de chances de ser sorteado como relator —o número não é exato porque há variáveis que determinam as chances de um ministro ser sorteado. Técnicos do Supremo garantem que essas varáveis são mínimas e que todos têm praticamente as mesmas chances no sorteio. O STF também garante a lisura do sorteio.

Ficaram de fora Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, além da presidente Cármen Lúcia.

Como juiz do processo, o relator toma decisões importantes, entre elas mandar prender uma pessoa, arquivar uma investigação ou decidir se a Polícia Federal deve cumprir mandados de busca e apreensão em um endereço, por exemplo.

É ele quem define, inicialmente, se o acusado é condenado ou absolvido.

RELATORIA

A relatoria foi sorteada em um dos inquéritos contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Na manhã desta quinta (2), o STF oficializou a mudança de Fachin da Primeira para a Segunda Turma. Depois disso, ele foi incluído no sorteio da relatoria da Lava Jato.

O nome de Fachin começou a ser ventilado nos bastidores do Supremo logo após a morte do ministro Teori Zavascki. A estratégia da transferência de turma foi costurada entre a presidente Cármen Lúcia e os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, além do próprio Fachin, o que irritou alguns ministros, apurou a Folha.

(+) Comentário do programa – Pareceu um jogo de cartas marcadas. Fachin, amigo de Teori Zavaski, se ofereceu para ocupar o lugar do amigo na Segunda Turma do STF onde são julgados os processos oriundos da Operação Lava-Jato. No sorteio para decidir qual dos cinco juízes da turma seria o relator dos processos, Fachin terminou sendo o escolhido. No fim, ganhou o Brasil. Irmão de ideias, Fachin certamente fará o que Teori faria. (LGLM)

Novo presidente do Senado, Eunício dá recado a Judiciário (+)

 

Eleito presidente do Senado nesta quarta-feira (1º) por 61 dos 81 colegas, Eunício Oliveira (PMDB-CE) usou seu discurso de apresentação para enviar recados enfáticos a cada um dos três Poderes.

Ao Congresso, assegurou que atuará como uma espécie de embaixador dos políticos. Ao governo Michel Temer, prometeu parceria na aprovação de reformas e unidade para superar a crise.

A única mensagem dura foi feita de maneira velada e endereçada ao Judiciário. Sem citar o Supremo Tribunal Federal ou a Operação Lava Jato, Eunício prometeu “ser firme, duro e líder quando um Poder parecer se levantar contra outro Poder”.

O senador cearense foi alçado ao comando do Senado com base em uma aliança com seu antecessor no posto, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que agora será líder do PMDB. “Foi o caminho da tradição que me trouxe até aqui”, afirmou. “Não navegarei sozinho e não deixarei nosso barco à deriva.”

O PMDB está na presidência da Casa desde 2001.

Eunício citou o combate à corrupção em só uma ocasião de sua fala, ao dizer que atuará para que a Casa “não perca a corrente contemporânea da luta contra a corrupção”.

Renan foi um crítico do que chamou por vezes de usurpação de prerrogativas do Congresso e abusos do Judiciário. Ao se apresentar ao plenário, Eunício sinalizou que pretende adotar a mesma linha.

Tanto ele como Renan foram citados por delatores da Lava Jato. Renan responde a oito inquéritos no esteio da investigação. Eunício não é alvo de abertura de inquérito, mas é acusado de ter recebido dinheiro ilícito para a campanha e de ter negociado mudanças em medidas provisórias com a Odebrecht.

Em seu discurso de despedida, Renan defendeu a investigação, mas cobrou “transparência”. “É preciso que se derrube o sigilo para que a população não seja manipulada, que é infelizmente o que tem acontecido.”

Foi uma referência à delação da Odebrecht, homologada pela presidente do STF, Cármen Lúcia, mas mantida sob sigilo por decisão dela.

A Lava Jato e suas implicações estão hoje no centro das preocupações do Congresso, do PMDB e do governo Temer.

A proeminência da operação, por exemplo, deu peso à Comissão de Constituição e Justiça, que tem entre as atribuições sabatinar nomes indicados ao Supremo e o procurador-geral da República.

Com a morte do ministro Teori Zavascki, são fortes as movimentações no PMDB para emplacar no STF um nome que não seja “avesso à política”, mas sim “palatável à CCJ e ao Senado”. Ganhou força na bancada plano de fazer de Edison Lobão (PMDB-MA) o presidente deste colegiado.

(+) Comentário do programa – O recado de Eunício de Oliveira para o Judiciário não faz nem cócegas nos Ministros do STF. Eunício faz apenas jogo de cena para sua plateia. (LGLM)

Rodrigo Maia é reeleito em primeiro turno presidente da Câmara dos Deputados

 

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) obteve 293 votos e se reelegeu nesta quinta-feira (2) em primeiro turno presidente da Câmara para o biênio 2017-2018.

Ele derrotou outros cinco candidatos que também estavam na disputa: Jovair Arantes (PTB-GO), Luiza Erundina (PSOL-SP), Júlio Delgado (PSB-MG), André Figueiredo (PDT-CE) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Rodrigo Maia (DEM-RJ) é reeleito para a presidência da Câmara

No total, votaram 504 dos 513 deputados. Para ser eleito em primeiro turno, Maia necessitava de pelo menos metade mais um dos votos (253). Confira a votação de cada um:

Rodrigo Maia: 293 votos

Jovair Arantes: 105 votos

André Figueiredo: 59 votos

Júlio Delgado: 28 votos

Luíza Erundina: 10 votos

Jair Bolsonaro: 4 votos

Votos em branco: 5

Após a eleição do presidente, a Câmara elegeu os demais integrantes da Mesa Diretora: os dois vice-presidentes, os quatro secretários e os quatro suplentes de secretaria.

1º vice-presidente

Fábio Ramalho (PMDB-MG) – eleito em 2º turno com 265 votos [venceu Osmar Serraglio (PMDB-PR)]

2º vice-presidente

André Fufuca (PP-MA) – eleito com 283 votos

1º secretário

Giacobo (PR-PR) – eleito com 406 votos

2º secretário

Mariana Carvalho (PSDB-RO) – eleita com 416 votos

3º secretário

JHC (PSB-AL) – eleito em 2º turno com 240 votos [venceu João Fernando Coutinho (PSB-PE)]

4º secretária

Rômulo Gouveia (PSD-PB) – eleito com 433 votos

Suplentes eleitos

Dagoberto (PDT-MS)

Pedro Uczai (PT-SC)

César Halum (PRB-TO)

Carlos Manato (SD-ES)

 

candidatura de Maia chegou a ser contestada na Justiça pelos adversários, mas uma decisão liminar (provisória) do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (1º) permitiu que ele participasse da disputa.

Por isso, Maia esperou a definição do Supremo para só então fazer o registro oficial da sua candidatura, o que aconteceu a uma hora e meia do fim do prazo.

O argumento dos rivais era que a Constituição e o regimento interno da Câmara proíbem a reeleição na mesma legislatura (a atual termina em fevereiro de 2019).

Maia, por sua vez, afirmava que havia sido eleito em julho de 2016 para um mandato-tampão de seis meses, em substituição a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou à presidência da Câmara em julho do ano passado.

Mesmo com as ações judiciais em curso, o deputado fluminense já vinha articulando nos bastidores para ser reconduzido ao cargo.

Como resultado das negociações, Maia conseguiu montar um bloco parlamentar que reuniu 13 partidos, totalizando 358 deputados. Entre os integrantes do bloco estavam PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB.

A estratégia também visava garantir as vagas na Mesa Diretora, uma vez que a distribuição é feita de acordo com o tamanho dos blocos ou partidos.

O número de deputados reunidos no bloco de Rodrigo Maia foi suficiente para que o grupo ocupe todas as vagas titulares da Mesa Diretora.

Nomeação infeliz

 

(Editorial da Folha, neste sábado)

Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.

Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.

Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.

Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.

Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.

Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.

Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome “Angorá”, para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.

Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.

A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.

Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.

Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem negativa.

Conjunto Itatiunga recebeu a Caravana das Boas Ações

 

Foi com grande entusiasmo e sentimento de gratidão que os moradores do conjunto Itatiunga, assim como os moradores de vários bairros da zona oeste de Patos, receberam a Caravana das Boas Ações, na manhã de sábado (04/02), evento realizado pela prefeitura Municipal de Patos que promoveu uma integração da gestão com a comunidade através da prestação de vários serviços de Cidadania, Lazer, Cultura, Saúde, Educação, etc.

O prefeito Dinaldinho Wanderley, juntamente com o vice-prefeito Bonifácio Rocha, todos os secretários municipais, vereadores e equipes das secretarias, realizou a abertura oficial do evento e ressaltou que este momento, demonstra o compromisso da gestão em estar sempre próximo da população.

“Quando idealizamos esta Caravana das Boas Ações nós pensamos em acabar com este pensamento que o prefeito só aparece de 4 em 4 anos. Eu quero que a administração de Dinaldinho e Bonifácio esteja quatro anos ligada ao povo de Patos nas suas ações e, principalmente, levando dignidade e honradez a esta cidade tão querida”, destacou o prefeito.

A Caravana das Boas Ações acontece durante todo o dia oferecendo vários serviços como palestras, consultas médicas, realização de cadastros, aulas e práticas de atividade física, serviços de corte de cabelo, brincadeiras e jogos para crianças, plantio de mudas de árvores, música ao vivo, etc.

A noite também será realizado pela prefeitura o primeiro Orçamento Participativo que também contará com a presença do prefeito, secretários e equipes, bem como com a participação dos moradores e representantes de comunidades. Para o presidente da associação dos moradores do conjunto Itatiunga, Gilson Monteiro, é de fundamental importância, não só a realização do evento, como também a participação dos moradores no Orçamento Participativo.

“Gostaria de agradecer ao prefeito Dinaldinho por todos os serviços que já foram desenvolvidos durante toda a semana, como a limpeza, a iluminação, a retirada do lixo e agradecer, também, a comunidade que esteve presente e participando desse evento”, disse Gilson, presidente da associação, que também convidou todos os moradores para se fazerem presentes no evento Orçamento Participativo que será realizado a noite.

Durante a noite, a partir das dezoito horas, realizou-se a primeira reunião do Orçamento Participativo, quando representantes das comunidades do Conjunto Itatiunga, Morro, Liberdade, José Mariz, Santa Clara, Bivar Olinto, Vila Teimosa, Conjuntos Geralda Medeiros, Geraldo Carvalho e Manoel Nascimento, puderam apresentar as reivindicações de obras e serviços para suas populações.

(Coordecom)

Fala do prefeito, Dinaldinho Wanderley, na abertura da Caravana das Boas Ações

– Download

Prefeito Dinaldinho convida população para participar do Orçamento Participativo – Download

Fala do presidente da associação dos moradores do Itatiunga, Gilson Monteiro – Download

 

PATOSPREV toma providência para proteger aposentados e pensionistas. E lembra o recadastramento.

 

Diante das reclamações de que alguns aposentados e pensionistas estariam recebendo menos de cem reais por mês de seus benefícios, por conta de empréstimos consignados, feitos muitas vezes no interesse de parentes que ludibriam os titulares dos benefícios, o Patos Prev tomou uma providência para protegê-los. Como existe uma lei que determina que o cidadão só pode comprometer trinta por cento dos seus rendimentos com empréstimos consignados, o Patos Prev passou a só averbar os empréstimos depois de constatar que o aposentado ou pensionista não passou desse limite.  Para isso está exigindo que o contrato de empréstimo seja apresentado ao Patos Prev para que seja feita a averbação. Alguns bancos, mais interessados nos lucros dos empréstimos do que na proteção financeira do cliente não gostaram da ideia, mas o Patos Prev mantém a sua determinação. Ficam, portanto, aposentados e pensionistas cientes de que empréstimos cujas prestações ultrapassem o limite de 30% dos seus rendimentos não serão averbados, o que impedirá os bancos de liberarem o empréstimo.

O PATOSPREV lembra ainda que, até o dia 20 de fevereiro próximo,  continua o RECADASTRAMENTO para os aposentados e pensionistas,  cujo objetivo é  atualizar os dados dos segurados para elaboração  de um PLANO DE TRABALHO a ser desenvolvido.  Para tanto deverá o inativo e pensionista comparecer na sede do PATOSPREV localizada na Rua Felizardo Leite,  52,  Centro de Patos (local onde funcionou o PROCON MUNICIPAL), munido  dos seus documentos pessoais e,  caso tenha,  de cópias de portarias de admissão e de concessão de aposentadoria ou pensão. (LGLM)

Associação Comercial de Patos comemorou seus 73 anos

 

O auditório da ACIAP – Associação Comercial e Industrial de Patos foi palco, na noite desta sexta-feira, 03 de fevereiro de 2017, da festa comemorativa aos seus 73 anos de existência. Na oportunidade, prestou significativa homenagem aos seus 24 presidentes, alguns dos quais já falecidos, a quem foi entregue pessoalmente ou através de representantes, nos casos de ausentes ou falecidos, uma comenda. O ponto alto da programação foi o lançamento da publicação “Trajetória de uma Entidade Septuagenária”, trazendo uma retrospectiva completa da economia de Patos, além dos fatos marcantes do seu desenvolvimento em todos os aspectos. Com pesquisa e editoria do jornalista e historiador Damião Lucena, a revista, composta por 80 páginas, traz imagens e informações dos ciclos desenvolvimentistas da Capital do Sertão da Paraíba e foi distribuída com todos os presentes.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Patos, José de Sales Martins, fez questão de convidar toda a sociedade sertaneja, além das autoridades e representantes de outros municípios que compõem a unidade da federação, deixando claro que a ACIAP, ao longo dos anos, passou a constituir um patrimônio de toda a Paraíba. O prefeito de Patos, Dinaldinho Wanderley, foi representado pelo vice-prefeito, Bonifácio Rocha. A programação comemorativa culminou com um coquetel de confraternização animado pelo cantor e compositor Pedro Carpeli, uma das revelações musicais da Rainha Sertaneja.

(com informações da Assessoria)

ConsBrasil, empresa que realiza obras de pavimentação, lança nota sobre casos de aterro na entrada das ruas de Patos (+)

 

A CONSBRASIL – CONSTRUTORA BRASIL LTDA, empresa responsável pela obra de pavimentação em paralelepípedos em diversas ruas do município de Patos, VEM ESCLARECER A POPULAÇÃO os seguintes fatos:

1 – As constantes reclamações acerca dos aterros nas entradas das ruas que foram pavimentadas, INFELIZMENTE se deve a desobediência de alguns moradores que insistem em não respeitar as sinalizações de bloqueios de passagem de veículos, fazendo que o calçamento não tenha o tempo de cura correto, prejudicando a qualidade da obra. Diante de várias tentativas, não houve outra alternativa que não fosse colocar os aterros para impedir as passagens dos carros.

2 – Após o período de cura, a empresa está fazendo a devida remoção e limpeza das vias, como ocorreu no último sábado (30/01/2017) – Pedras e meio-fio que ficam em ruas concluídas, também são removidos e relocados para outras ruas que serão pavimentadas.

Não há como dispor a quantidade exata de material em cada rua, por se tratar de materiais com tamanhos variados. Esses materiais são de propriedade da empresa, não podendo ser levado por alguns carroceiros, fato frequentemente encontrado nos últimos dias.

Por fim, gostaríamos de deixar nosso contato à disposição para quaisquer dúvidas, denúncias ou reclamações através dos telefones: (83) 99654-7475 (Robson) para juntos fazermos uma obra cada vez melhor. Contamos com a colaboração de todos!

ASCOM

Edição: Jozivan Antero – Patosonline.com

(+) Comentário do programa – A empresa tem toda razão. O calçamento tem um “tempo de cura”. Se os veículos passarem por onde a pavimentação não está ainda “curada”, ela fica defeituosa e será destruída em pouco tempo. Como os moradores não têm paciência de esperar o “tempo de cura” e não obedecem à sinalização para não utilizar a rua recentemente pavimentada, a única saída da empresa é manter o entulho impedindo o trânsito enquanto termina “a cura”. Lembramos que calçamento não é pavimentação asfáltica que “cura” quase imediatamente. (LGLM)

Chefe da agência do Ministério do Trabalho em Patos diz que órgão fará convênios com Prefeitura e Estado visando agilizar emissão da CTPS. (+)

 

Apesar do desemprego que assola todo o país, o problema da emissão de carteiras de trabalho ainda persiste a cidade de Patos, como informou a chefe do Ministério do Trabalho, Emanuelle Cavalcanti.

Ela disse que a procura maior é de pessoas das cidades vizinhas à Patos, que chegam a formar fila por volta das 02h00 da madrugada. O problema é que só são entregues vinte fichas de atendimento por dia.

Sobre a pequena quantidade de fichas para atendimento, Emanuelle disse que não tem como ser diferente, tendo em vista que o sistema online é muito lento, e os servidores não conseguem atender mais de vinte fichas por dia. É possível que em alguns dias se consiga emitir um número maior.

De acordo com outras informações repassadas, fica claro que existe um problema na internet que atende ao Ministério do Trabalho em Patos, e portanto, existe uma morosidade o momento que os servidores tentam agilizar o serviço.

Para amenizar a situação, ela informou ainda que além da Casa da Cidadania, também colocará em prática o convênio que já existe com a Prefeitura de Patos, que também passará a emitir a CTPS.

O atendimento para emissão da Carteira de Trabalho está sendo ofertado de segunda à quinta.

Matéria por Patosonline.com

Áudio cedido por Adilton Dias (Rádio Arapuan)

(+) Comentário do programa – Houve um pequeno erro na transcrição da sonora. A informação dada por Emanuelle é que o Ministério do Trabalho já firmou uma parceria com o Governo do Estado para utilizar a Casa da Cidadania como ponto de emissão das Carteiras Profissionais (como já acontece em João Pessoa e outras cidades) e está viabilizando uma parceria com a administração municipal de Patos, para que a Prefeitura ceda um servidor que irá participar da recepção de solicitação de Carteiras lá na Casa da Cidadania. Já recebemos um “sinal verde” do prefeito Dinaldinho Wanderley para a concretização desta parceria, que deve acontecer nos próximos dias. (LGLM)