Monthly Archives: outubro 2017

Faleceu nesta segunda-feira em João Pessoa o patoense José Alves Campos

Campos é o do meio, entre Chico Anjinho e eu

Faleceu nesta segunda-feira, 30/10/2017, na capital do Estado, aos 77 anos, o patoense José Alves Campos. Zé de Maroca foi como o conheci na infância, quando fomos juntos estudar no Seminário de Cajazeiras. Maroca era sua mãe, daí o apelido de menino. Muito inteligente demorou poucos  anos no seminário, mas com base no que ali aprendeu passou brilhantemente em concurso do Banco do Brasil, que à época era a carreira dos que não podiam cursar faculdade. Fez carreira no Banco onde chegou a ser gerente e chefe do CESEC de João Pessoa. Trabalhou muitos anos na agência de Patos, onde dirigiu por anos a CREAI ou para o público comum a Carteira Agrícola. Ali fez muitas amizades pois atendia bem a todos. Com a criação em Patos do curso de Economia, Zé Campos, resolveu fazer a faculdade que não pudera fazer na juventude, mas ali foi um dos mais brilhantes alunos. Mais adiante, já residindo em João Pessoa para onde se transferira no Banco, resolveu fazer Direito que cursou na Universidade Federal da Paraíba. Aposentado do Banco, não se acomodou e se submeteu a um concurso de Promotor Público. Aprovado fez uma brilhante carreira tendo a oportunidade de trabalhar na sua Patos Natal. Problemas de saúde por que passara na época o levaram a uma nova aposentadoria. Mas se manteve em atividade, visitando sempre que podia e a saúde lhe permitia sua fazenda no município de São Mamede de que nunca quis se desfazer apesar dos apelos dos filhos neste sentido. Vivia ligado em tudo que acontecia no país, discutindo com os amigos sobre política e economia, de que sempre gostara. Lia muito, escrevia artigos sobre os mais diversos assuntos e também fazia versos. Mesmo os problemas de saúde que se agravaram nos últimos tempos não lhe impediam a atividade intelectual. Mesmo depois de aposentado continuou a advogar as causas dos amigos. Patrocinou uma ação minha em que intentei uma renúncia à aposentadoria do INSS para contar o tempo de serviço e me aposentar pelo Ministério do Trabalho. Ganhamos na primeira instância, mas perdemos o recurso no TRF. Queria recorrer ao STJ, mas resolvi desistir. Na hora do acerto, recusou qualquer pagamento, em nome da velha amizade. Vez por outra ainda nos víamos ou nos comunicávamos por telefone, com menos intensidade ultimamente já que minhas atividades me mantinho mais tempo fora de João Pessoa.. Recebemos numa mensagem do amigo comum, Edalmo Leite, a notícia da sua morte. Daqui queremos transmitir a dona Cieta, companheira de toda a vida, e aos filhos que lhe honram o nome (Glauco, Gláucia, Glauciane e Gleiser) as nossas condolências, extensivas a todos os demais familiares.

Nova lei deverá tornar mais difícil renovação da Câmara

Pedro Ladeira/Folhapress
Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, em votação da reforma política
Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, em votação da reforma política

MARCO RODRIGO ALMEIDA
DE SÃO PAULO

A população não deve esperar que a reforma políticatraga mais renovação ao Congresso, avaliam cientistas políticos ouvidos pela Folha.

Embora a grave crise atual e a desconfiança quase irrestrita da sociedade em relação à classe política criem a expectativa de um aumento expressivo da eleição de novos nomes, pesquisadores apostam em uma taxa de renovação semelhante a de anos anteriores – ou até mesmo um pouco menor.

Isso porque as novas regras aprovadas no começo do mês –fundo público eleitoral, cláusula de desempenho e, a partir de 2020, fim das coligações proporcionais– devem beneficiar os grandes partidos e os políticos com mandato.

Ou seja, será criado um ambiente favorável à reeleição dos congressistas – o que, por consequência, reduzirá o espaço para novos candidatos.

A cada eleição, o Brasil troca quase metade de seus 513 deputados federais. O índice é considerado alto, ainda mais se comparado ao de democracias mais tradicionais.

Nos EUA, a renovação da Câmara no último pleito, em 2016, foi de apenas 3%.

Após o fim da ditadura, a maior renovação na Câmara (62%) foi registrada em 1990, provável reflexo do ambiente de abertura democrática.

A taxa caiu nos pleitos seguintes e se estabilizou na casa dos 40%, sem grandes sobressaltos mesmo em períodos de escândalos ou de maior indignação popular.

Depois das manifestações de junho de 2013, por exemplo, previa-se uma mudança sem precedentes na Câmara, o que acabou não se confirmando. O índice foi de 47%.

“O cidadão só pode escolher o que é oferecido a ele. Os partidos decidem qual candidato terá mais recursos, mais destaque na TV. Para o candidato comum, que não seja famoso nem faça parte da cúpula da sigla, é difícil ter destaque”, diz Fernando Guarnieri, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

A tendência é que essa dificuldade fique mais acentuada. Em substituição às doações empresariais, proibidas pelo STF desde 2015, o Congresso aprovou um fundo público de cerca de R$ 2 bilhões para a campanha de 2018.

Como haverá menos verba em jogo –os gastos declarados de todos os candidatos da última eleição chegaram a quase R$ 6 bilhões (valores atualizados)–, a influência dos caciques deverá ser ainda mais determinante.

Contribuirá para isso o fato de que, com o fim das coligações e a cláusula de desempenho, partidos com poucos votos ficarão fora da Câmara e não terão acesso a recursos públicos.

“Com a reforma, o poder dos líderes dos grandes partidos cresceu exponencialmente. O fundo público será a maior fonte de financiamento. E grande parte dele será distribuído pela direção partidária, que vai procurar privilegiar as apostas mais certeiras, os que já ocupam cargos públicos”, diz Guarnieri.

Editoria de Arte/Folhapress
Renovação na Câmara
Renovação na Câmara

Nas duas últimas eleições, 70% dos deputados federais que tentaram a reeleição tiveram vitória. A renovação é resultado da soma dos que não conseguiram um novo mandato e os que nem tentaram se reeleger (em média, 20%).

“A vantagem dos que se recandidatam, em relação aos demais, é gigantesca –e tende a ficar ainda mais. Fora toda a visibilidade que um cargo público confere a quem o ocupa, o nível de concentração de renda em alguns candidatos é assustador”, afirma George Avelino, professor do Centro de Política e Economia do Setor Público da FGV.

Ele destaca outro fator que pode dificultar a vitória de novos nomes. “Como a Justiça está mais atuante, creio que em 2018 mais deputados disputarão a reeleição para ter foro privilegiado, numa tentativa de evitar, ou pelo menos postergar, uma eventual prisão. É mais um ponto para estimular a perpetuação dos mesmos nomes.”

DE PAI PARA FILHO

Isso leva a um aparente paradoxo: se a renovação é alta, por que a sociedade tem a impressão de que a Câmara é sempre a mesma?

“Porque na prática ocorre algo bem próximo disso”, diz Andrea Freitas, professora de ciência política da Unicamp e coordenadora do Núcleo de Estudos das Instituições Políticas e Eleições do Cebrap.

“A troca de deputados se dá mais no que chamamos de baixo clero. Os líderes, os políticos que ocupam as principais funções no Legislativo, comandam os processos e aparecem mais na mídia, são sempre os mesmos. E muitas vezes a mesma família vai se mantendo a cada eleição, passando a cadeira de pai para filho, por exemplo.”

SISTEMA INFLUENCIA ÍNDICE DE MUDANÇAS

É importante haver renovação na política?

O “sim” parece ser uma resposta óbvia, ainda mais no caso brasileiro, em que os políticos tradicionais se encontram em profundo descrédito. Mas quanta renovação é desejável em uma democracia?

A Câmara dos Deputados brasileira apresentou na eleição de 2014 um índice de mudança de 47%.

Em 2016, a renovação na Câmara dos EUA foi de apenas 3%. Algo similar ocorre no Reino Unido.

Qual o melhor modelo? Não há resposta simples, dizem especialistas.

“Não parece haver uma ligação tão direta entre renovação e a qualidade de uma democracia”, diz Fernando Guarnieri, da Uerj. “Talvez a moderação também seja o melhor remédio nesse caso.”

Estudos internacionais apontam variados fatores para explicar a taxa de renovação: a periodicidade das eleições, a solidez do Legislativo, a volatilidade dos eleitores, as perspectivas das carreiras políticas.

Mas sobretudo o sistema eleitoral parece ter uma influência preponderante.

No sistema distrital, como é o caso dos EUA, a renovação no Congresso tende a ser consideravelmente menor.

Nesse modelo, o país é dividido em distritos, normalmente com população semelhante entre si, e cada um deles elege, por maioria simples, um representante. Cada partido apresenta um candidato no distrito e o mais votado é eleito deputado.

A estratégia dos partidos, portanto, é apostar no mesmo nome vitorioso eleição após eleição – o que leva aos altíssimos índices de reeleição.

Já o Brasil adota o modelo proporcional, que favorece a troca mais constante de cadeiras na Câmara.

Cada distrito (no caso brasileiro, Estado) elege inúmeros deputados. A divisão das vagas leva em conta toda a votação recebida pelo partido.

Assim, é vantajoso para cada sigla apresentar muitos candidatos em cada Estado.

“Uma democracia sem renovação é péssimo. O deputado deixa de ter medo de perder o mandato e acaba perdendo o vínculo com o eleitor, passa a legislar em causa própria”, comenta George Avelino, professor da FGV.

“Por outro lado, se a renovação é alta demais, cai-se no mesmo problema. O horizonte do deputado passa a ser só aquele mandato de quatro anos. Então ele não precisa se preocupar em atender aos interesses dos cidadãos. Formar um bom parlamentar exige tempo e experiência’, conclui.

Moradores da Vila Cavalcante recebem Lavanderia Pública

Fazendo parte, ainda, das comemorações dos 114 anos de Patos, a Prefeitura Municipal inaugurou na manhã desta segunda-feira, 30 de outubro, a Lavanderia Pública Ana Leandro, localizada na Vila Cavalcante no Bairro da Vitória.

 

A lavanderia que estava com seu espaço deteriorado e sem capacidade para atender as necessidades dos moradores daquela localidade foi totalmente reformada e estruturada com 10 pias, varal e banheiro. O espaço também conta com um sistema de segurança em câmeras para que não corra o risco de sofrer invasões e destruição do patrimônio público.

 

O prefeito Dinaldinho Wanderley disse que é uma grata satisfação entregar a população patoense obras que vão facilitar a vida das pessoas, como também colaborar para o crescimento da cidade.

 

“Estamos realizando uma renovação muito grande no nosso município, obras inacabadas e obras que estavam destruídas e não serviam a população estão sendo concluídas. Nós estamos reformando totalmente a nossa cidade. A Lavanderia Ana Leandro vai servir a população principalmente para emprego e renda nesse momento de crise que vive o nosso país”.

 

“Isso é muito importante para a comunidade, pois servirá exclusivamente para a população do bairro. Eles participaram, inclusive, dizendo que tipo de reforma a gente fizesse, então na verdade foi uma nova construção, pois mudamos praticamente tudo, desde as bancadas de lavanderias até instalações hidráulicas, elétrica e pintura”, disse o secretário de Infraestrutura Antônio Carlos (Lito).

 

“Graças a Deus demorou, mas hoje está sendo aberto. É bom, pois sentíamos falta de lavarmos roupa aqui”, disse a moradora do bairro e usuária da lavanderia, Geane Macedo.

 

(TL)

 

 

 

Prefeitura de Patos inaugura quadra poliesportiva da Escola Municipal Monsenhor Vieira

Alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Monsenhor Manoel Vieira, localizada no bairro Monte Castelo, receberam na manhã desta quinta-feira, dia 26, a entrega da Quadra Poliesportiva Clóvis dos Santos Bonfim “O Clovão”. A inauguração faz parte da programação dos 114 anos de Patos promovida pela Prefeitura Municipal.

 

A quadra poliesportiva tem como base o modelo nacional estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) e inclui cobertura, vestiário e estrutura moderna e diferenciada para prática esportiva de voleibol, futsal, handebol, basquete, além de atividades ginásticas.

 

Estiveram presentes o prefeito Dinaldinho Wanderley, o vice Bonifácio Rocha, secretários de governo, coordenações e supervisões da educação municipal, além de representantes do legislativo. Após o descerramento da placa e corte da fita, alunos do Novo Mais Educação fizeram uma demonstração de uma luta de judô, e em seguida os times de futsal MMV e CIEP III disputaram uma partida simbolizando a inauguração do local.

 

“A conclusão das quadras poliesportivas das escolas estão como nossa prioridade no nosso planejamento, para que nós possamos concluir as obras inacabadas. É uma quadra que vai servir às escolas e às crianças para que eles possam finalmente fazer o esporte desejado num local adequado, e claro para que a escola tenha um espaço para fazer seus eventos. Aproveitamos a oportunidade para anunciar que daqui a 15 dias estaremos lançando um edital de licitação para a reforma das escolas, assim como fizemos com as unidades de saúde. Estou muito feliz de estar nesse momento prefeito com Patos completando 114 anos e a prefeitura entregando obras que vão servir à população,” revelou o prefeito.

 

Para a secretária de Educação de Patos, Zoetânia Nóbrega, tanto a escola, como a comunidade dos bairros, ganham com a entrega de um ambiente com estrutura para prática de esportes e atividades físicas que serão desenvolvidas pela Rede Municipal de Ensino.

 

“É um momento grandioso para a comunidade escolar e para a comunidade dos bairros Jatobá, Monte Castelo e adjacências. Esporte é vida, esse é um ambiente próprio para exercitar as várias modalidades esportivas. Esse é um momento em que a gente fica muito feliz, muito contente, pelo município realizar essa inauguração. Investir em esporte é investir em educação, e mais que tudo, é investir em saúde e qualidade de vida,” disse a secretária.

 

O novo espaço homenageia o ex-jogador de futebol patoense, Clóvis, um nome simbólico para o esporte na cidade que teve uma extensa carreira no futebol não só do município, mas também da Paraíba e fora dela, tendo jogado em times de estados como Bahia e Rio de Janeiro. Na solenidade estiveram presentes os quatro filhos do homenageado. Um das filhas, Darliany Nóbrega dos Santos, agradeceu a homenagem ao pai e falou da importância do espaço para a comunidade escolar.

 

“Nos sentimos lisonjeados com essa homenagem, estamos também muito emocionados com tudo isso, em ver a grandeza dessa obra que leva o nome do nosso pai. Só quem vem a ganhar com esse ginásio que ficou belíssimo, com uma estrutura muito bacana, são os bairros Monte Castelo e Jatobá. A gente sabe que o esporte salva, e essa obra vem para contribuir com o resgate da juventude desta comunidade,” disse Darliany Nóbrega. (KL)

 

 

 

Prefeitura entrega Campo de Futebol para a comunidade do Conjunto dos Sapateiros que leva nome de importante esportista local

A manhã do último domingo, dia 29 de Outubro, foi festiva para a comunidade do Conjunto dos Sapateiros, no bairro do Monte Castelo, e para todos os desportistas patoenses, quando o prefeito Dinaldinho Wanderley entregou o Campo de Futebol Buchada, que homenageia o esportista Fernando Antônio de Lima que tanto contribuiu para o esporte na cidade de Patos. A partida de inauguração do campo foi entre o Cruzeiro Futebol Clube e o Pão Futebol Clube.

 

O evento que faz parte das comemorações dos 114 anos de aniversário da cidade de Patos contou com a presença de moradores do bairro, familiares do homenageado, membros da gestão, vereadores, e do secretário de Esportes, Nalfrânio Sátiro, que falou sobre as condições do local.

 

“Estamos vendo o quanto é importante o desenvolvimento do futebol amador no nosso município e temos aqui um campo estruturado e bem organizado, onde toda a população será beneficiada não só com jogos, mas também com treinos”, comentou.

 

O prefeito Dinaldinho Wanderley, em seu discurso realizado durante a cerimônia de inauguração, disse que “esse campo não representa só uma questão simbólica de resgate ao futebol, mas também mostra que a gestão está antenada com relação ao esporte amador aqui do município e isso tudo contribui para fazermos uma verdadeira transformação social no nosso município”, destacou.

 

Wendel Aires, é filho do homenageado com o nome do campo, disse que nada mais justo o pai dele, que tanto contribuiu para o esporte no município, ter sido homenageado com o nome em um campo de futebol no bairro dos Sapateiros, tendo em vista que além de esportista seu pai também exercia a profissão de sapateiro.

 

“Toda a família está em alegria total, a comunidade e os homens que conheciam ele estão todos dizendo que esta homenagem foi muito justa. Estamos todos muito felizes porque moramos aqui no bairro há mais de 20 anos e nós só temos a agradecer ao secretário Nalfrânio e ao prefeito Dinaldinho por esta incrível homenagem”, ressaltou. (RA)

 

 

Nos finais de semana, PA Maria Marques atende a população 24h por dia e dispõe de exames de ultrassonografia

Pensando na parcela da população que não tem disponibilidade de tempo durante a semana para cuidar da saúde, a Prefeitura de Patos, por meio do Pronto Atendimento Maria Marques, localizado no Bairro do Jatobá, oferece serviços de saúde 24h por dia, em finais de semana, e agora dispõe de exames de ultrassonografia para a população da zona sul.

 

 

A novidade tem sido abraçada pela população que passou a ter uma alternativa para fazer seus exames aos sábados e domingos. “É um serviço de saúde inédito no município, porque, se você adoecer hoje e procurar uma clínica particular para fazer uma ultrassonografia na cidade, provavelmente não vai encontrar, mas o PA Maria Marques está disponibilizando”, destacou a coordenadora do PA Maria Marques, keylla de Lacerda Brandão.

 

 

Os exames são realizados a cada 15 (quinze) dias pelo médico obstetra Dr. Rui Filho, o qual estará atendendo a população da zona sul de Patos na própria sede do PA Maria Marques.

 

 

Além dos exames de ultrassonografia oferecidos pela unidade, como ultrassonografia obstétrica, de abdômen total, de abdômen superior e das vias urinárias, também são disponibilizados à população serviços de atendimento clínico, com dois médicos plantonistas, e atendimento odontológico.

 

 

Os interessados devem providenciar a marcação do exame na Central de Regulação, Marcação, Auditoria e Transporte Fora de Domicílio (TFD) e emissão de cartão do SUS, que fica localizada na rua Galin Assis, Centro de Patos, próximo ao Colégio Cristo Rei, atendendo de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h. (IN – MN)

 

Temer perde apoio, mas consegue barrar segunda denúncia na Câmara

 

(Folha de São Paulo)

 

Com 12 votos a menos que na votação da primeira denúncia, o presidente Michel Temer conseguiu, por 251 votos a 233, barrar nesta quarta-feira (25) o prosseguimento da segunda acusação formal contra ele apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

A sessão na Câmara terminou por volta das 21h30 e evita que o Supremo Tribunal Federal analise a acusação contra Temer e dois de seus ministros, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

 

Apesar de os governistas terem levado oito horas para reunir o número mínimo de deputados para abrir a sessão, o resultado repete o desfecho da análise da primeira denúncia da Procuradoria-Geral da República, em agosto, que foi barrada por 263 votos a 227.

 

Os dois casos —acusação de corrupção passiva na primeira e obstrução da Justiça e organização criminosa, na segunda— ficam congelados e só voltam a tramitar após o fim do mandato de Temer, em janeiro de 2019.

 

O resultado final dessa quarta (25) encerra o conturbado momento político iniciado em maio de 2017 com a divulgação do áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista.

 

Orientaram a favor de Temer PMDB, PP, Avante, PSD, PR, DEM, PTB, Pros, PSL, PRB, Solidariedade, PSC e PEN. Contra, PT, PSB, PDT, PC do B, Podemos, PPS, PHS, PSOL e Rede.

 

Ficaram em cima do muro (liberaram as bancadas) o PV e o PSDB, esse último principal aliado do PMDB no governo. O partido rachou durante todo a crise. De um lado, o grupo de Aécio Neves (MG), favorável a Temer, e de onde saiu o relatório favorável a Temer. De outro, o de Geraldo Alckmin (SP) e Tasso Jereissati (CE), contra, além da maioria dos deputados mais jovens do partido.

 

Nos discursos da sessão desta quarta, Temer foi acusado por vários deputados de comprar votos para permanecer no poder. “Não aceitamos que o presidente da República tenha que trocar votos por trabalho escravo no país”, afirmou Alessandro Molon (Rede-RJ). “São movidos por dinheiro. São confessadamente movidos por dinheiro”, disse Miro Teixeira (Rede-RJ). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu para tirar essas últimas palavras dos autos.

 

Entre os defensores, discursou Wladimir Costa (SD-PA). “Para falar mal do presidente Temer tem que lavar a boca com soda cáustica. Os avanços estão aí”, discursou o deputado, que se notabilizou ao afirmar durante a análise da primeira denúncia ter feito uma tatuagem do peemedebista em seu corpo. Depois de questionamentos sobre a veracidade da homenagem vir à tona, ele admitiu que se tratava apenas de um desenho que sai com água e sabão.

Câmara aprova penas para o abandono de idosos por familiares

 

(Agência Câmara)

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (24) penas pelo abandono afetivo de idosos por seus familiares. Pela proposta, quem não der ao idoso conforto moral, afetivo ou material pode ser detido, em pena de um a três meses, que pode ser revertida em indenização à vítima.

 

Além disso, os familiares podem ser responsabilizados na esfera civil por danos, e as entidades de atendimento ao idoso devem comunicar o abandono ao Ministério Público, que tem poderes para tomar as providências.

 

O relator da proposta, Delegado Edson Moreira (PR-MG), adotou o substitutivo da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, que reuniu duas propostas, o PL 4562/16, do deputado Francisco Floriano (DEM-RJ), e o PL 6125/16, do deputado Vicentinho Júnior (PR-TO). Floriano propôs a indenização por danos morais, e Vicentinho a detenção, caracterizando o abandono como crime.

 

Edson Moreira explicou que o Estatuto do Idoso prevê o cuidado como obrigação da família, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceita a tese de responsabilidade por abandono. “Esse descaso dos familiares, principalmente dos filhos, é algo que claramente merece e deve ter repercussão no âmbito da responsabilidade civil por grave afronta provocada à garantia da preservação dos deveres de assistir e cuidar”, acrescentou.

 

A proposta foi aprovada em caráter conclusivo, e por isso deve seguir para análise do Senado.

 

Comentário do programa – Pior do que o abandono é o caso, muito comum, de parentes que comem o dinheiro do benefício do aposentado e não lhe dão a assistência devida. Conhecemos o caso de uma idosa para a qual era comprado um pedaço de queijo quando recebia o benefício, para passar alguns dias, e que os netos comiam o queijo no primeiro dia. (LGLM)

As urnas perdoam a corrupção?

 

(Clóvis Rossi, colunista da Folha)

 

Cristina Fernández de Kirchner, a ex-presidente da Argentina, está sendo investigada em oito casos diferentes de corrupção. Não obstante, é praticamente certo que será eleita neste domingo (22) senadora pela Província de Buenos Aires.

 

Lembra o Brasil, em que 54% dos eleitores consultados pelo Datafolha querem que Luiz Inácio Lula da Silva seja preso (ele já foi condenado em primeira instância e está sendo investigado em outros casos, da mesma forma que Cristina Kirchner).

 

Contudo, lidera todas as pesquisas para a eleição presidencial de 2018, com cerca de 30% das intenções de voto.

 

A tentação inevitável ante ambas as situações é imaginar que o eleitorado perdoa a corrupção ou até a abençoa, o que é consistente com o fato de que um punhado de outros políticos, no Brasil e na Argentina, foram condenados ou investigados, mas ainda assim se elegeram.

 

Talvez seja verdade, mas é mais provável que dois outros fatores pesem bastante.

Primeiro, a descrença nas instituições, inclusive no sistema judicial. Na Argentina, aliás, o público desconfia mais do Poder Judiciário do que dos dois outros (Executivo e Legislativo): pesquisa recente da consultoria Management & Fit mostra que 75,6% da população têm pouca ou nenhuma confiança no sistema judicial.

 

Essa descrença facilita divulgar a tese de que Cristina está sendo vítima de uma “formidável manobra de perseguição política”, como ela repete sempre.

 

Seus seguidores, por sua vez, gritam: “Parem com o assédio a nossos líderes, respeitem a nossa democracia”, como relata no site da publicação “Americas Quarterly” a jornalista Lucia He, especializada no tema.

 

No Brasil, Lula e seus seguidores cantam a mesma canção. E a ela aderiram, mais recentemente, outros políticos igualmente investigados, como, por exemplo, Michel Temer e Aécio Neves.

 

Outra coincidência entre Brasil e Argentina: a demora em completar investigações sobre corrupção.

 

É fenômeno arqui-conhecido no Brasil, mas na Argentina é pior: Carlos Menem foi acusado de comércio ilegal de armas para Equador e Croácia durante sua presidência, em investigação iniciada em 1995.

 

Depois de 22 anos, Menem concorre neste domingo a seu terceiro mandato como senador pela Província de La Rioja.

 

Um segundo fator a pesar para que as suspeitas de corrupção não evitem vitórias como as de Menem, Lula ou Cristina é o fato de que há uma disseminada convicção de que todos os políticos são corruptos.

 

Essa percepção, injusta mas disseminada, leva o eleitor a votar em quem acredita ter feito um governo melhor do que os outros, supostamente tão corruptos como os seus preferidos.

 

A certeza de que Cristina será eleita decorre do sistema eleitoral argentino: cada Província elege três senadores, dois deles pela lista mais votada e, o terceiro, pela que ficar em segundo.

 

A ex-presidente, na pior das hipóteses, ficará em segundo lugar. Ganhará uma vaga (e seis anos de imunidade).

 

Mas, se ficar apenas no segundo lugar, será uma derrota política —e uma demonstração de que a suspeita de corrupção pesa, sim, no voto.

 

Comentário do programa – No Brasil existe a cultura do “rouba mais faz”. Ou seja, por mais corrupto que o cidadão seja, se o eleitor entender que recebeu dele algum benefício, vota nele de olhos fechados. E muitos acham que o corrupto é inteligente e apenas exerce a sua esperteza. (LGLM)

Ao vencedor, as batatas

 

(Bernardo Mello Franco, colunista da Folha)

 

Michel Temer é um vencedor. Em junho, ele se tornou o primeiro presidente do Brasil a ser alvo de uma denúncia criminal no exercício do cargo. Foi acusado de pedir propina, obstruir a Justiça e chefiar uma quadrilha, mas não perderá o cargo nem a liberdade. O caso dormirá numa gaveta até 2019.

 

Quando as gravações da JBS vieram à tona, a pinguela de Temer balançou. Ministros o aconselharam a renunciar, e aliados discutiram abertamente sua sucessão. O presidente quis pagar para ver. Pagou caro e à vista, como mostrou o noticiário sobre a negociação na Câmara.

 

Nos últimos quatro meses, o peemedebista ofereceu de tudo para manter os deputados no cabresto. Seus articuladores leiloaram cargos e emendas na bacia das almas. Até reservas na Amazônia foram rifadas no balcão de negócios do Planalto.

 

A operação de compra e venda deu resultado. Nesta quarta, a Câmara encenou o último ato da blindagem presidencial. A denúncia foi barrada por 251 votos a 233.

 

Em minoria, a oposição fez o barulho possível. Temer também foi atacado por dissidentes da base. Um deputado do PR, que controla o Ministério dos Transportes, exigiu “cadeia e algema” para o presidente. Um deputado do Solidariedade, dono do Incra, acusou-o de chefiar o “Primeiro Comando do Planalto”.

 

Os defensores do governo foram mais breves. Com medo do eleitor, muitos balbuciaram o “sim” e fugiram do microfone. A história registrará que Paulo Maluf deu o primeiro voto a favor de Temer. O voto 171 foi de Celso Jacob, o deputado presidiário. Depois de ajudar o presidente, ele voltou à sua cela na Papuda.

 

Temer se sagrou vencedor, mas terá que engolir batatas murchas e amassadas. Sua base de apoio encolheu, sua impopularidade bateu recorde e seu governo ficou ainda mais fraco e desmoralizado. Mesmo assim, ele tem o que festejar. É melhor continuar no palácio do que antecipar o encontro com os tribunais.

 

Comentário do programa – Houve quem se admirasse com a nova vitória que Temer obteve na Câmara. Mas o que é que vocês queriam? Será que deputados com o “rabo preso” como a maioria dos nossos parlamentares poderiam votar diferente. Qual o primeiro pensamento deles? “Se o Presidente da República for processado e cassado, amanhã será a minha vez.” Como diz a sabedoria popular, “vamos tirar o nosso da seringa”. E ainda tem deputado com a “cara de pau” de dizer que votou a favor de Temer para garantir verbas para seus redutos eleitorais. Apenas demonstraram que são capazes de tudo. Talvez até de vender a própria mãe. Para quem estranhou o título, é preciso recorrer ao romance Quincas Borbas, de Machado de Assis, de onde foi tirada a expressão, “ao vencedor as batatas”. (LGLM)