(Walter Santos, no WSCom, em 28/09/2022)

São duas situações diferentes, ou seja, as eleições na Paraíba e no Ceará têm naturezas distintas, mas em ambas a inexistência de postura movida pela razão levam os candidatos Ricardo Coutinho (Senado) e Ciro Gomes (presidência) ao fiasco eleitoral retumbante manchando duas trajetórias políticas importantes.
No caso da Paraíba, faltando quatro dias para a votação, o candidato impugnado Ricardo Coutinho convive com a decisão da relatora ministra Carmem Lúcia mantendo sua inelegibilidade.
A realidade expõe a teimosia de Ricardo, como sempre foi sua vida política em que venceu todos os obstáculos, mas desta vez todos os indicadores indicam que ele perdeu a disputa de agora. Poderia, como permitiu a lei, ter outra alternativa mas vai nadar, nadar e morrer à beira mar, ou seja, insiste em errar. Só a vitória de Lula, entretanto, lhe permite sobreviver, agora capenga.
CIRO, SOZINHO
Na mídia repercute comentário de Ciro Gomes no Instagram se dizendo apunhalado pelos irmãos Cid e Ivo Gomes por eles terem tomado a decisão de apoiar Elmano Freitas, do PT, e não Roberto Cláudio, do PDT, nome imposto por Ciro. O novo “Coronel” perdeu a parada.
Pior é que, no Ceará, ele ficará em terceiro lugar e até domingo vai sofrer esvaziamento total no PDT que, em sua maioria, resolveu apoiar Lula.
Eis o resumo da ópera.
ÚLTIMA
“Só deixo meu cariri/ no último pau de arara”