Monthly Archives: dezembro 2017

A ofensiva de Lula

 

(Editorial da Folha)

Todo réu num processo judicial possui, naturalmente, o direito de se dizer inocente. Há muita diferença, todavia, entre a atitude de quem se defende com firmeza de uma acusação e a tentativa de afrontar abertamente as instituições de um Estado democrático.

 

Confiando nos seus ainda elevados índices de popularidade, o ex-presidente Lula parece apostar na segunda alternativa. Conforme se aproxima a data de seu julgamento em segunda instância, o líder petista vai multiplicando declarações no sentido de deslegitimar, desde já, a eventual sentença que venha a receber.

 

“A minha condenação será a negação da Justiça”, disse, em recente entrevista coletiva. “A Justiça vai ter que fazer um esforço monumental para transformar uma mentira em verdade e julgar uma pessoa que não cometeu crime.”

 

Tinha ido além, meses atrás, ao afirmar sobre seus julgadores que, se não o prendessem, “quem sabe um dia eu mando prendê-los pelas mentiras que eles contam”.

 

A sentença do juiz Sergio Moro, que o condenou em primeira instância por receber favorecimentos do dono da OAS, “é quase uma piada”, acrescenta agora o ex-presidente —que apesar das evidências em contrário insiste na tese de que o famoso tríplex em Guarujá não se destinava ao desfrute dele próprio e de sua família.

 

Há, por certo, casos de corrupção envolvendo valores muito mais vultosos que o daquele apartamento de veraneio —sendo plausível, até, a argumentação de Lula quanto ao seu desinteresse pessoal pelo imóvel, a seu ver modesto.

 

Não faltam provas, entretanto, quanto às reformas feitas sob medida no apartamento. Deram-se visitas ao local, não com a presença de um corretor qualquer da região, mas sim do próprio dono de uma das maiores empreiteiras do país.

 

Ainda que nesse caso possam debater-se interpretações diversas entre promotoria e defesa, cabendo exatamente por isso uma nova análise em instância superior, não se trata de “piada” a condenação, longa e minuciosamente fundamentada, que foi imposta a Lula em Curitiba.

 

Exacerbando o tom de seu discurso, o ex-presidente procura sobretudo insuflar a militância a não aceitar a eventual confirmação, pelo Tribunal Regional Federal, da sentença de culpa.

 

Constrói-se, ademais, a hipótese preventiva de que Lula seria necessariamente eleito em 2018: processos judiciais se transformariam, nessa versão, em conspirações contra a grande revanche petista.

 

O cacique petista se põe acima da lei; no desespero, aposta no descrédito da Justiça e da própria legitimidade do processo eleitoral.

Ministra Cármen Lúcia suspende dispositivos de decreto que amplia regras para concessão de indulto

 

(STF)

 

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, deferiu medida cautelar para suspender os efeitos de dispositivos do Decreto 9.246/2017 que reduziram o tempo de cumprimento da pena para fins de concessão do chamado indulto de Natal. “Indulto não é e nem pode ser instrumento de impunidade”, afirma a ministra na decisão, tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5874, ajuizada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

 

Os dispositivos impugnados são o inciso I do artigo 1º, o parágrafo 1º do artigo 2º e os artigos 8º, 10 e 11 do decreto. O inciso I do artigo 1º concede indulto natalino aos condenados que cumpriram um quinto da pena, no caso de não reincidentes, nos crimes praticados sem grave ameaça ou violência. Reduções de penas também estão previstas no artigo 2º. O artigo 8º beneficia réus que cumprem medidas alternativas à prisão ou tenham obtido a suspensão condicional do processo, e o artigo 10º extingue penas de multa e flexibiliza a reparação do dano causado. O artigo 11 prevê a possibilidade da concessão do benefício mesmo quando ainda há recursos em andamento.

 

A ministra explicou a natureza do indulto, adotado no Brasil desde a Constituição de 1891 “em situações específicas, excepcionais e não demolidoras do processo penal” a fim de se permitir a extinção da pena pela superveniência de medida humanitária. A medida, segundo a presidente, é um gesto estatal que beneficia aquele que, tendo cumprido parte de seu débito com a sociedade, obtém uma nova chance de superar seu erro, fortalecendo a crença no direito e no sistema penal democrático. “Indulto não é prêmio ao criminoso nem tolerância ao crime”, ressaltou. “O indulto constitucionalmente previsto é legitimo apenas se estiver em consonância com a finalidade juridicamente estabelecida. Fora daí é arbítrio”.

 

Em relação ao Decreto 9.246/2017, Cármen Lúcia entendeu que os dispositivos impugnados pela procuradora-geral da República não se coadunam com a finalidade constitucional do instituto do indulto, pois “esvazia-se a jurisdição penal, nega-se o prosseguimento e finalização de ações penais em curso, privilegia-se situações de benefícios sobre outros antes concedidas a diluir o processo penal, nega-se, enfim, a natureza humanitária do indulto, convertendo-o em benemerência sem causa e, portanto, sem fundamento jurídico válido”.

 

Crimes de “colarinho branco”

A presidente também considerou plausível a alegação da PGR de afronta ao princípio da proporcionalidade, porque os dispositivos questionados “dão concretude à situação de impunidade, em especial aos denominados ‘crimes de colarinho branco’, desguarnecendo o erário e a sociedade de providências legais voltadas a coibir a atuação deletéria de sujeitos descompromissados com valores éticos e com o interesse público garantidores pela integridade do sistema jurídico”.

 

Em relação à multa, a decisão destaca que a pena pecuniária “não provoca situação de desumanidade ou digno de benignidade”, e lembra que o STF firmou jurisprudência no sentido de que, para que o condenado possa obter benefício carcerário, como a progressão de regime, é imprescindível o adimplemento da pena de multa. “Indulto de pena pecuniária significa, num primeiro exame, relativização da jurisdição e agravo à sociedade”, afirma a ministra.

 

Para a presidente do Supremo, as circunstâncias que conduziram à edição do decreto, “que, numa primeira análise, demonstra aparente desvio de finalidade”, impõem a concessão de cautelar para a suspensão da norma. A medida, conforme assinalou, não implica qualquer dano de difícil reparação, pois os possíveis beneficiários do indulto cumprem pena imposta mediante processo penal regular, “não havendo se falar em agravamento de sua situação criminal ou em redução de direitos constitucionalmente assegurados”.

 

A decisão suspende os efeitos dos dispositivos apontados pela procuradora-geral até o exame do caso pelo relator da ADI 5874, ministro Luís Roberto Barroso, ou pelo Plenário do STF.

Discurso de Temer na TV traz azia para a mesa de Natal dos brasileiros

 

(Leonardo Sakamoto, 24/12/2017 21:39, no UOL)

O ano de 2017 foi difícil para muita gente. Com a aprovação da Lei da Terceirização Ampla e da Reforma Trabalhista, o governo federal e o Congresso Nacional reduziram a proteção aos trabalhadores sob a justificativa de garantir crescimento econômico. Enquanto isso, agiram para abafar qualquer tentativa de taxar dividendos recebidos de grandes empresas, cobrar impostos sobre grandes fortunas e grandes heranças e aumentar o imposto de renda dos ricos. Com isso, a conta da crise ficou nas costas dos mais pobres.

Isso sem contar os efeitos  da redução de investimentos públicos causados pela aprovação da PEC do Teto dos Gastos, no ano passado, que começaram a ser sentidos por quem depende do Estado.

 

Daí, quando o trabalhador e a trabalhadora pensavam que poderiam desfrutar de algum descanso, eis que surge Michel Temer, em cadeia de rádio e TV, empurrando novamente a aprovação da impopular Reforma da Previdência.

”Não é uma questão ideológica ou partidária, é uma questão do futuro do país e para garantir que os aposentados de hoje e os de amanhã possam receber suas pensões”, afirmou.

É deplorável quando políticos usam da chantagem para tentar convencer a sociedade de algo ao invés de convocarem um debate público honesto a respeito do tema. Desde o começo, o governo Temer tem usado desse expediente para passar à força uma polêmica Reforma da Previdência que não estava em nenhum programa eleito pelo voto popular e que é rechaçada pela maioria da população, de acordo com pesquisas de opinião.

De campanhas pagas pelo PMDB com imagens de cidades destruídas, passando por declarações da cúpula de governo de que as próximas gerações vão ranger os dentes e que não haverá recursos para as pensões ou de aliados afirmando que o país mergulhará num inferno sombrio de dor. O esgarçamento institucional promovido pelo processo de impeachment fez com que o Brasil trocasse o diálogo pela pura ameaça como instrumento para governar.

Como já disse aqui, por trás do discurso de combater privilégios de quem se aposenta com salários gordos, o governo tenta passar de forma escondida mudanças que reduzem o valor da pensão de quem já se aposenta por idade no país, ou seja os mais pobres. Ou que dificultam a aposentadoria especial a trabalhadores rurais da economia familiar, apesar de simplesmente negar que isso vá acontecer – como se não soubéssemos ler as contradições presente nas mudanças previstas no artigo 201 com o que está no artigo 195 da Constituição Federal.

Espero que a Previdência possa ser tratada sem pressa, mas como parte de um projeto de país para os próximos anos. E isso só é possível dentro de eleições. À população deve ser permitida uma discussão ampla sobre o que significa mudar ou manter o sistema de aposentadorias, ouvindo argumentos pró e a favor em campanhas e debates. E votar na ideia que melhor lhe aprouver, sabendo dos impactos negativos dessa escolha.

”Tenho plena convicção de que os nossos parlamentares darão o seu voto e o seu aval para que isso também aconteça aqui. Tenho certeza que eles não faltarão ao Brasil”, disse Temer nesta noite.

”Darão” não é bem o verbo, porque esses votos não vão sair de graça. Para nós.

Ao longo destes últimos meses, Temer ofereceu jantares para deputados de sua base aliada. O objetivo foi buscar formas de convencer 308 deputados a engolirem a Reforma da Previdência a poucos meses da abertura do calendário eleitoral. Ou seja, da época em que muitos políticos lembram-se da população.

No cardápio da compra de votos, poucas emendas e entrega de cargos, uma vez que Temer gastou a maioria desses itens para salvar seu pescoço na rejeição às duas denúncias criminais movidas contra ele pela Procuradoria-Geral da República. Mas sobra apoio para a aprovação de medidas executivas e projetos de leis que beneficiem os parlamentares e seus patrocinadores. Ou os perdões bilionários de multas e juros de impostos aos grandes produtores rurais e por grandes empresários, seja através de mudanças na cobrança patronal do fundo de aposentadoria rural ou pela aprovação de um novo refinanciamento de dívidas com o poder público.

Neste Natal, enquanto milhões de famílias se reúnem em torno de suas mesas, Temer invadiu os lares para vender a ideia da Reforma da Previdência – cuja aprovação lhe garantirá apoio do poder econômico para a manutenção de seu cargo, sem sobressaltos, até janeiro de 2019. O que adiará, até lá, o seu processo no âmbito da Lava Jato – operação não citada em seu discurso.

Não ouvi muitas panelas batendo durante o discurso de Temer nesta noite de domingo (24). Como já escrevi outra vez, não acredito que estejam cozinhando seu próprio remorso, então devem voltado à sua função original.

Independentemente se você era contra ou a favor do impeachment ou fazia parte da imensa maioria que não tomou partido e assistiu a tudo bestializado pela TV, deve estar agora assando sua insatisfação temperada com desalento, impotência, desgosto e cinismo. Essa panela de pressão pode não estourar em manifestações com milhões nas ruas, mas tem tudo para ser bomba que vai explodir invariavelmente em algum momento, talvez nas eleições presidenciais do ano que vem, ferindo de morte a democracia.

”Nesta noite de Natal, ao lado da sua família, você tenha toda certeza de que o Brasil que queremos e estamos construindo é o Brasil que abraça e cuida dos seus filhos”, disse Temer ao final de seu pronunciamento.

Não precisamos de um líder populista que abrace e cuide de nossos filhos. Precisamos de um país que garanta que todas as pessoas, das mais pobres às mais ricas, tenham oportunidades de construir sua vida, de forma consciente e saudável, com os mais vulneráveis e os excluídos recebendo mais apoio que os mais ricos. O povo não quer abraço, quer poder decidir sobre sua própria vida.

”O sentimento agora deve ser o de esperança, o de otimismo”, também falou ele.

Discordo. É de azia. E a culpa não é da farofa, mas daquilo que passa na TV.

É dando que se recebe

 

(Bernardo Mello Franco, colunista da Folha)

 

Líder do Centrão na Constituinte, o deputado Roberto Cardoso Alves deixou uma máxima para a história: “É dando que se recebe”. Era uma releitura picareta da oração de São Francisco de Assis. Em vez de pregar a generosidade, o peemedebista defendia as barganhas em troca de votos no Congresso.

 

Três décadas depois, a frase continua a pautar as relações entre o Planalto e o Legislativo. O velho Robertão está morto, mas o fisiologismo tem um novo porta-voz: é Carlos Marun, recém-promovido a ministro da Secretaria de Governo.

 

Na semana passada, governadores começaram a acusá-lo de chantagem. Eles dizem que Marun exige votos a favor da reforma da Previdência em troca da liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal.

 

O primeiro a protestar foi o governador de Sergipe, Jackson Barreto. “Marun me falou que há vários contratos com a Caixa, mas o governo só vai liberar após a votação da reforma. Achei uma coisa fora de propósito”, reclamou, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

 

Em outros tempos, o governo tentaria desmentir a acusação de chantagem explícita. Formado na escola política de Eduardo Cunha, Marun não se preocupa nem com as aparências. Nesta terça-feira, ele confirmou a pressão e defendeu o escambo com verbas da Caixa.

 

“Financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo. Não entendo que seja uma chantagem”, disse o ministro. “O governo espera daqueles governadores que têm recursos a ser liberados […] uma reciprocidade no que tange a questão da Previdência”, acrescentou.

 

Os bancos públicos podem e devem executar ações de governo, como o financiamento de projetos de infraestrutura e o empréstimo de recursos para Estados e municípios tocarem obras. Condicionar os repasses a votos no Congresso tem outro nome. É o velho “toma lá, dá cá”, que tipos como Robertão e Marun não têm vergonha alguma de defender.

 

Comentário do programa – Não é novidade o “dando que se recebe” no governo Temer. Michel Temer se livrou de duas acusações comprando votos e está fazendo a mesma coisa para aprovar a malfadada reforma da Previdência. Enquanto houver deputado para se vender e verba para liberar, quem dá as cartas é Michel Temer. (LGLM)

Temer vai canonizar Lula

Como estamos em época de retrospectivas, vamos reprisar este comentário nosso publicado aqui no programa e no Patos Online, oito meses atrás


08 de abril de 2017, 12:51

Temer vai canonizar Lula

(Publicado no Patos Online)

 

Que me perdoem meus amigos católicos. Não vejam aqui nenhum sacrilégio. Nos dias de hoje, Temer jamais viraria papa. Os últimos deles foram verdadeiros santos. Temer será visto, pelas próximas gerações, como o oposto deles.

 

Mas por que a referência à pretensa canonização de Lula? É que Lula decepcionou completamente os trabalhadores que acreditaram nele e no seu PT. Enganou os trabalhadores com o bolsa-família que vicia muita gente na preguiça e na indolência. Tornou-se para muitos um verdadeiro santo. Até com direito a uma romaria, quando as águas da Transposição chegaram a Monteiro.

 

Enquanto isso, comandou um verdadeiro assalto ao patrimônio dos brasileiros, através do esquema que locupletou os políticos que o acompanhavam e o apoiavam, objetos hoje da Operação Lava-Jato. E para completar nos impingiu um “poste”, a ex-presidente Dilma, que terminou de quebrar o país. E de quebra tivemos que herdar Michel Temer, duas vezes vice de Dilma. Ou seja, jogou duas bombas no colo dos brasileiros: Dilma e Temer.

Não adianta os petistas quererem colocar toda a culpa do desastre que  acomete o país na conta de Temer. Todos os ministros de Temer, execrados hoje pelo PT, foram colaboradores de Lula e de Dilma.

 

Mas afinal, por que Temer canonizaria Lula?

 

Quando os brasileiros de todas as classes e categorias abrirem realmente os olhos, vão ver como os governos petistas afundaram economicamente o país. Principalmente com a roubalheira aos cofres públicos, que sempre existiu, mas nunca numa escala tão astronômica como a que atingiu o país nos treze anos petistas. Que ironia! Treze é o número do PT. De sorte para ele, de azar para nós. E não venham me dizer que Sérgio Moro com sua Operação Lava Jato inventaram tudo. As evidências estão em toda parte. As “maracutaias” sempre existiram, mas não em escala de bilhões como aconteceram na era petista.

 

Mas, se os petistas e seus sócios e concorrentes afundaram economicamente o país, Temer atenta agora atenta contra aquilo por  que os petistas tanto diziam lutar: os direitos dos trabalhadores brasileiros. Depois de verem o país quebrado, os trabalhadores estão prestes a perderem muitos dos direitos trabalhistas e previdenciários que adquiram com suas lutas ao longo dos últimos cem anos ou mais.

 

O primeiro atentado aos direitos dos trabalhadores foi a aprovação da terceirização indiscriminada, em todas as empresas e em todas as atividades. A terceirização precariza o contrato de trabalho e traz insegurança para os trabalhadores. A desculpa é combater o desemprego. Quem viver verá que pior do que o desemprego é a insegurança de não saber se amanhã estará empregado. Na hora em que você olhar de cara feia para o patrão ele dispensa você e contrata um terceirizado. E se você já for terceirizado ele não tem nem despesa é só pedir que a empresa que o terceirizou troque você por outro.

Outros atentados vêm por aí. A reforma trabalhista vai tirar muitos direitos dos trabalhadores. Vai criar mais insegurança. Vai colocar os direitos dos trabalhadores nas mãos dos sindicatos e dos patrões, sem que os trabalhadores possam recorrer à Justiça, alegando o que a lei lhes garantia. Os acordos entre sindicatos e patrões valerão mais do que a CLT. Isto num país em que existem mais sindicatos “pelegos”, ou seja, comprometidos com os patrões, do que sindicatos sérios. A maioria dos presidentes dos sindicatos está mais preocupada em “se arrumar” do que em defender o interesse dos trabalhadores. E aí, quem defenderá os trabalhadores de sindicatos que estão no “bolso” dos patrões? Que me perdoem os poucos sindicatos realmente sérios.

 

Outro atentado contra os trabalhadores será contra aquilo que devia ser a garantia de uma velhice tranquila: a Previdência. Claro que a Previdência precisa de uma reforma, mas de uma reforma que garanta os seus direitos, não que lhes tire estes direitos. O Governo tem que combater e impedir novas fraudes contra a Previdência. Cancelar aposentadorias e benefícios conseguidos mediante fraude. Tem que cobrar das grandes empresas que não recolhem o que devem à Previdência. Tem que fiscalizar para que não existam tantos trabalhadores sem carteira assinada e sem que, consequentemente, recolham para a Previdência. Tem que “tapar os ralos” por onde se desperdiçam os recursos da Previdência, antes de colocar uma futura aposentadoria cada vez mais longe do alcance dos trabalhadores.

 

Depois destes atentados aos direitos dos trabalhadores, Temer e seu governo vão virar a “besta do Apocalipse” e Lula, um verdadeiro santo.  (LGLM)

Saúde de Patos faz balanço positivo de 2017 e comemora grandes avanços para 2018

 

Por COORDECOM   Quinta-Feira – 28 de Dezembro de 2017

 

O ano de 2018 promete ser de grandes vitórias para a saúde do município de Patos. A Secretaria Municipal de Saúde comemora a publicação de quatro portarias que saíram no Diário Oficial da União com a liberação de recursos: uma com 320 mil destinados à aquisição de quatro ambulâncias do tipo A, para transporte de pacientes, que não apresentem risco de vida, para remoções simples e de caráter eletivo; 375 mil para aquisição de 15 consultórios odontológicos; 1 milhão de reais para investimentos na atenção básica em saúde; e 2.999.000 (dois milhões, novecentos e noventa e nove mil) para investimentos estruturais na saúde do município.

 

De acordo com a secretária de Saúde, Andressa Lopes, todas essas conquistas foram frutos dos apelos do prefeito Dinaldinho Wanderley aos parlamentares em Brasília. “Tudo isso é fruto de muito trabalho, muita dedicação, muito esforço e de muito compromisso do nosso prefeito Dinaldinho, junto aos parlamentares que estão lá em Brasília, lutando e olhando sempre para Patos”, disse.

 

A secretária ainda destacou que, apesar de todas as dificuldades que a saúde de Patos teve de enfrentar no ano de 2017, a avaliação não poderia ser mais positiva, uma vez que, nesses 12 meses, mais de 80% das Unidades Básicas de Saúde foram reformadas e equipadas e mais duas unidades inauguradas; houve abertura da Central de Marcação e Regulação; a reinauguração da Farmácia Básica; mais duas ambulâncias para compor a frota do SAMU; uma nova estrutura para o Laboratório Municipal com mais rapidez e mais opções para exames; uma maior cobertura na atenção especializada, dentre outras conquistas. (IN-MN)

Possibilidade de venda do Patos Tênis Clube divide opiniões

 

(Jozivan Antero, no Patos Online)

 

Há quase 50 anos surgia um dos clubes mais bem localizados da cidade de Patos e que realizaria grandes e memoráveis eventos artísticos e desportivos. Assim, ao longo destes anos, o Patos Tênis Clube fez história, mas atualmente está em decadência estrutural e já se cogita a possibilidade de venda do patrimônio.

 

A discussão de venda divide opiniões dos associados patrimoniais. O presidente do clube, Fred Igor Batista, é um dos que defende a venda. Tarciano Wanderley, que é sócio, disse que o clube não deve ser vendido, mas sim reestruturado para atender as atuais exigências da sociedade.

 

Moradores do Residencial Milindra IV dizem que o Patos Tênis Clube é um transtorno para a vizinhança. A falta de adequações acústicas causa problemas durante a realização de festas. “É um desassossego a cada festa aí! Aqui ninguém dorme devido o barulho. Até o Ministério Público foi acionado sobre isto, mas não houve solução”, relatou a moradora que pediu para não se identificar.

 

Das saudosas domingueiras de Bento Som, casamentos que movimentaram a sociedade patoense, dos banhos de piscina e das partidas desportivas na quadra central, atualmente só restam as festas esporádicas que ainda atraem grandes multidões.

 

Ainda não se tem uma nota oficial sobre a venda do Patos Tênis Clube. As discussões ainda estão sendo tratadas pela diretoria, no entanto, a possiblidade de ocorrer a transação imobiliária é real e pode acontecer a qualquer momento.

 

Comentário do programa – Desconheço a situação financeira do Patos Tênis Clube. Mas a tendência de clubes semelhantes é a extinção. Em João Pessoa, o Cabo Branco sobrevive por conta da estrutura muito maior que acolhe academias com as mais diversas modalidades de esportes, de danças e de educação física. Tem ocupação todos os dias e em todos os horários. O Patos Tênis Clube se restringe, praticamente a eventuais festas, que mais incomodam os vizinhos do que dão retorno para sua própria conservação. Uma alternativa seria, se sobrar algum valor decorrente de sua venda, depois de pagas as dívidas, comprar um terreno maior em um local de baixo custo e prepará-lo para as mais diversas atividades esportivas, passando à locação do espaço, para o que sempre haverá demanda. (LGLM)

Com cerca de 80% das UBS’s reformadas e algumas inaugurações, a atenção básica da saúde de Patos faz avaliação positiva de 2017

 

Por COORDECOM   Terça-Feira – 26 de Dezembro de 2017

 

A Secretaria Municipal de Saúde de Patos, através da atenção básica em saúde, avaliou positivamente a gestão do ano de 2017. O balanço constatou cerca de 80% das Unidades Básicas de Saúde foram reformadas e duas unidades foram inauguradas e a implantação de mais um Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF). Ao todo, foram 130.167 atendimentos individuais; 2.203 atividades coletivas; 15.202 mil atendimentos odontológicos; mais de 50.864 mil procedimentos; e 369.070 visitas domiciliares durante o ano.

 

Para a coordenadora da atenção básica, Denyse Melquíades, apesar de ter sido um ano muito difícil, a atenção básica em saúde de Patos teve grandes avanços. “Foi um ano bem difícil para a gestão. Nós pegamos as unidades de saúde, quase quem em seu total,  bastante sucateadas. Mas, apesar da grande dificuldade, e da forma que recebemos, recuperamos as UBS’s; entregamos mais UBS’s à população e recuperamos a nossa odontologia. Então podemos considerar que fomos vitoriosos”, avaliou.

 

A coordenadora ainda destacou que houve uma atualização cadastral na atenção básica, uma vez que antes havia apenas 14% da população cadastrada e terminou o ano com mais de 80% de cobertura cadastral.

 

Ao tratar das expectativas para 2018, a coordenadora destacou que são as melhores possíveis. A atenção básica planeja concluir a informatização do serviço e implantar o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), já no mês de Janeiro, com o objetivo de tornar o serviço cada vez mais rápido e eficiente para a população. Também há a perspectiva de implantação do programa “Melhor em Casa” que objetiva promover atendimento domiciliar  para aqueles pacientes com impossibilidade de locomoção, dentre outros projetos. (IN – MN)

Hiper Queiroz recebe currículos e deve oferecer cerca de 150 empregos na cidade de Patos

 

(Jozivan Antero, no Patos Online)

 

O Hiper Queiroz, que está tendo as obras concluídas no Bairro Santo Antônio, entre as pontes de ligação ao Bairro Jatobá, em Patos, está com previsão de inauguração no mês de março de 2018.

 

O empreendimento irá gerar em média de 150 empregos diretos e já começou a seleção de trabalhadores através de currículos. A empresa potiguar fez estudo de mercado e Patos foi a escolhida para sediar a filial.

 

Desde a última quarta-feira, dia 27, o setor de Recursos Humanos começou a receber os currículos para seleção de funcionários. Os interessados devem deixar seus currículos na Rua Nezinho Leandro, 114, próximo da Clínica Escola das Faculdades Integradas de Patos (FIP), na lateral do antigo prédio da Coroa, Bairro Morro, em Patos.

 

As informações podem ser obtidas pelo seguinte telefone: (83) 9 9950 0432. Falar com Cristiano em horário comercial.