Daily Archives: 11/02/2017 8:41 pm

Movimento de Temer e PMDB dispara alerta na Lava Jato

 

(Folha de São Paulo)

Na tarde daquela quinta-feira (19/01), quando foi informado do acidente que matou Teori Zavascki, o presidente Michel Temer tomou sua decisão: indicaria Alexandre de Moraes para a vaga de décimo primeiro ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

A fidelidade e convivência de mais de duas décadas com o hoje presidente fizeram de Moraes o nome ideal para o Planalto em tempos de avanço da Lava Jato sobre importantes quadros do governo.

Filiado ao PSDB, o então ministro da Justiça era também apoiado por tucanos e peemedebistas, que pediram a Temer uma indicação política para o cargo na corte.

Na avaliação de aliados, Temer começou ali a “jogar de vez seu xadrez”. Pediu discrição a Moraes, deixou vazar informações de que procurava um técnico para a vaga de Teori e viu nomes como o de Ives Gandra Filho, presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), aparecerem e desaparecerem com quase a mesma velocidade nas bolsas de apostas.

Auxiliares do presidente disseminaram ainda a tese de que a indicação de Temer precisaria agradar à presidente do STF, Cármen Lúcia, com quem o peemedebista tem relação instável. Moraes, no entanto, não cumpria esse requisito.

A amigos a ministra já confidenciou não gostar de certas posições do até então ministro da Justiça mas, diante de Ives –de perfil ainda mais conservador–, a presidente da corte assentiu a Temer.

Um aliado definiu a jogada como “tacada de mestre” ao lembrar que a indicação de Moraes foi combinada à articulação da cúpula do PMDB –liderada por Renan Calheiros (AL)– que alçou um investigado na Lava Jato, Edison Lobão (MA), à presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O colegiado, composto por 54 parlamentares, dez deles investigados pela operação, sabatinará o indicado ao STF e se tornou ainda mais estratégico após a homologação das delações da Odebrecht.

Integrantes do Ministério Público, por sua vez, afirmam em caráter reservado que a montagem da CCJ não causa preocupação por conta de Moraes, mas sim porque será dela a incumbência de sabatinar e aprovar, em setembro, o próximo procurador-geral da República.

Outro movimento observado de perto por procuradores e políticos foi quando Gilmar Mendes se levantou esta semana contra as “alongadas prisões” de Curitiba, o que foi interpretado como uma senha de que ele poderia atuar para soltar o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde outubro.

Membro da força-tarefa, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima rebateu Gilmar e disse que “prisões são necessárias”.

Era mais um recado do núcleo da operação, que já havia voltado sua atenção para a transferência, no início de fevereiro, do ministro Edson Fachin para a segunda turma do Supremo, o que o tornou, por sorteio, o novo relator da Lava Jato no tribunal.

O Planalto comemorou.

Em dezembro de 2015, Fachin assombrou petistas ao votar, como relator, contra a tese do governo de Dilma Rousseff sobre o rito do impeachment. Depois de sinalizar, nos bastidores, que seria favorável à tese da defesa da então presidente, o ministro deu um cavalo de pau na segunda metade de seu voto.

Em mais uma ação que incomodou procuradores, Temer nomeou, na quinta (2), um de seus principais aliados, Moreira Franco, para a Secretaria-Geral da Presidência, conferindo a ele status de ministro e foro privilegiado no STF.

Moreira foi citado na delação de Cláudio Melo Filho, da Odebrecht, que o acusou de ter recebido dinheiro para defender interesses da empreiteira, o que ele nega.

Cinco dias depois, o genro de Moreira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), articulou a aprovação de urgência para um projeto que poderia reduzir o poder do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde corre um processo contra a chapa Dilma-Temer.

Diante da repercussão, Maia afirmou, no dia seguinte, que não votaria o texto sem acordo. Horas depois, viu seu nome aparecer em um relatório da Polícia Federal.

Uma pessoa com acesso às investigações diz que, a cada movimento contra a Lava Jato, haverá reação. Nas palavras dela, “será uma guerra aberta”.

Senado aprova reforma do ensino médio, que segue para sanção

 

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (8) a chamada Medida Provisória do Novo Ensino Médio, com segmentação de disciplinas segundo áreas do conhecimento e implementação do ensino integral. Foram 43 votos favoráveis e 13 votos contrários ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) 34/2016, proposta originada após alterações promovidas na MPV 746/2016 pela comissão mista e pela Câmara dos Deputados.

Dentre outras alterações, o texto aprovado aumenta a carga horária das atuais 800 horas anuais para 1.000 horas e divide o currículo entre conteúdo comum e assuntos específicos de uma das áreas que o aluno deverá escolher (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica). A matéria segue agora para sanção presidencial.

O relator da matéria foi o senador Pedro Chaves (PSC-MS). De acordo com o texto aprovado, o currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e por “itinerários formativos” correspondentes às seguintes áreas do conhecimento: linguagem e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; e formação técnica e profissional. Das 568 emendas apresentadas à medida provisória por senadores e deputados, o relator acolheu parcial ou totalmente 148.

Cada sistema de ensino organizará essas áreas e as respectivas competências e habilidades esperadas do aluno segundo seus próprios critérios. Poderá haver uma integração de componentes curriculares da base comum com disciplinas dessas áreas e, após a conclusão de um itinerário formativo, os alunos poderão cursar outro, se houver vaga.

Todas as regras valerão para as redes de ensino público e privado, mas o cronograma de implantação terá de ser elaborado no primeiro ano letivo seguinte à data de publicação da BNCC. A implementação, entretanto, ocorrerá no segundo ano letivo depois da homologação dessa base curricular.

Português e Matemática continuam obrigatórios nos três anos do ensino médio, assegurado, às comunidades indígenas, o ensino de línguas maternas.

O texto reinclui como disciplinas obrigatórias Artes e Educação Física, que tinham sido excluídas pelo texto original da MP. Entre as línguas estrangeiras, o Espanhol não será mais obrigatório, ao contrário do Inglês, que continua obrigatório a partir do sexto ano do ensino fundamental.

Já as disciplinas de Filosofia e Sociologia, que tinham sido excluídas pelo Poder Executivo, passarão a ser obrigatórias apenas na BNCC, assim como Educação Física e Artes.

(Agência Senado)

A vida sem lei no Espírito Santo

 

Uma greve ilegal de policiais militares deixa o Espírito Santo à mercê do crime e o caos esmaga a rotina de cidadãos comuns, feitos reféns em casa

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana

“Eu me sinto naqueles filmes de zumbi em que as pessoas de repente somem da cidade. Só que, em vez de mortos-vivos, eu temo encontrar bandidos.” Na porta da casa da irmã, Fernando Antonio dos Santos se refere ao silêncio perturbador das ruas desertas na periferia de Vitória, a capital do Espírito Santo. É manhã da quinta-feira, dia 9, e as poucas pessoas que andam por ali se olham com medo umas das outras. Nas cidades mais violentas do Brasil há sempre um risco em cada esquina. A diferença na Grande Vitória nesta semana é que todos os locais se tornaram esquinas imprevisíveis. O medo quase pode ser respirado. Fernando, que veio para uma visita, não pode voltar a Goiás porque não há transporte público. Kátia, sua irmã, estendeu um lençol branco com a palavra “Paz” na fachada do sobrado. É só um gesto de desespero. Em pé no alto da laje, ela observa as ruas de onde a qualquer momento pode surgir uma horda de bandidos armados, dispostos a matar e a saquear. “Nunca tive tanto medo. Parece que a gente está na Guerra da Síria”, diz.

Uma greve ilegal da Polícia Militar que durou uma semana, encerrada na noite desta sexta-feira (10), converteu as cidades capixabas em cenários distópicos, daqueles onde o medo interditou a vida. Com quase todos os 10 mil policiais aquartelados nos batalhões, a população enclausurou-se e os criminosos sentiram-se livres para agir com violência. Agências bancárias não funcionaram, o comércio baixou as portas, os hospitais pararam de atender e as escolas entraram em férias. Em apenas uma semana ocorreram 127 assassinatos, incontáveis roubos e ao menos 300 saques em lojas. A ausência do aparato de segurança pública, um pilar do estado de direito, trouxe não só a violência, como expôs o pior do comportamento humano. Cidadãos comuns, desses que trabalham, reclamam da corrupção dos políticos e não têm ficha policial, foram flagrados saqueando lojas ao lado de bandidos, para obter bens de consumo como fogões, televisões, fornos de micro-ondas e telefones celulares.

Para outros cidadãos, amedrontados, prevaleceu o instinto de sobrevivência. Os supermercados ficaram lotados de gente em busca de alimentos e água para trancar-se em casa. Logo que os funcionários abriam as portas, nas primeiras horas da manhã, o enervante trombar de carrinhos nos corredores e a confusão de mãos nas prateleiras para pegar mercadorias tomavam conta do ambiente. Era preciso encher a despensa quanto antes. Felizmente, as farmácias funcionavam como consolo à falta de atendimento nos postos de saúde. Nem os hotéis se salvaram. A comida podia demorar até três horas para chegar ao quarto e o prato vinha incompleto porque parte das guarnições acabava antes, devido à demanda. Por volta de 20 horas, o hóspede espiava pela janela as ruas onde nem carros passavam. O toque de recolher numa metrópole sitiada já fora dado.

O caos começou a se impor sobre a ordem na manhã da sexta-feira, dia 3. Um grupo de mulheres de policiais protestava na porta do quartel da PM da cidade de Serra, região metropolitana de Vitória. Uma das líderes do movimento, a mulher de um capitão, que não se identifica, contou que os maridos reclamam das condições de trabalho. Segundo ela, faltam viaturas e equipamentos de proteção, a carga horária é excessiva e há sete anos os policiais não ganham reajuste salarial na escala que reivindicam. Por meio de grupos nas redes sociais, as mulheres dos policiais espalharam o plano de bloquear a saída dos batalhões. Elas argumentavam que nenhum PM teria coragem de furar o cerco, pois ali poderia estar a mulher dele ou de um colega. A manifestação ganhou corpo e atraiu políticos adversários do governador Paulo Hartung, do PMDB, que naquele dia se internara no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para retirar um tumor da bexiga, uma cirurgia sem maiores complicações. Uma das líderes do movimento de mulheres disse que o vereador Cabo Porto, policial militar, mandou entregar lanche e barracas em um acampamento em frente ao quartel. Porto é filiado ao PSB, mesmo partido do ex-governador Renato Casagrande, adversário de Hartung. Casagrande acusa Hartung de sucatear a segurança pública com corte de verbas. Hartung, que governa um estado depauperado pela crise econômica e pelo tombo da Petrobras, diz que gasta com responsabilidade e não dá muita corda para negociação com sindicalistas.

A notícia do sumiço da polícia chegou rápido aos bandidos. Sem demora, e por ironia, eles atacaram primeiro os condomínios da região onde moram policiais em Serra, que já foi uma das cidades mais violentas do país. Atiraram no transformador de energia na rua do edifício Fragata para agir na escuridão. Ainda fardado e sem saber da greve, um soldado da PM deparou com o grupo armado quando chegava em casa. Ele caiu da moto, mas conseguiu sacar a pistola para atirar nos “ratos”, nome que a PM capixaba dá aos traficantes das favelas. Os moradores dos 300 apartamentos entraram em pânico. Na noite seguinte, mais de 20 bandidos com pistolas e facas voltaram a atacar, mas os policiais que moram no prédio se prepararam para confronto. Convocaram os moradores civis para ajudar na segurança e montaram uma barricada na rua. O síndico Waldison Pimentel Junior, de 34 anos, achou que precisava de mais reforço. Contratou quatro seguranças particulares armados ao custo diário de R$ 800. A brigada ganhou fama na região para dissuadir os marginais, mas a onda de saques e homicídios espraiou por toda a região metropolitana de Vitória e pelo interior do estado.

(+) Comentário do programa – O fato pode se repetir em outros Estados. Os bandidos estão tomando conta do país. Se não pudermos contar com a polícia, onde vamos parar? (LGLM)

O universo paralelo de Temer & Cia.

Precisamos de um governo que não nomeie ou blinde suspeitos de corrupção, para frear a anarquia

(Ruth de Aquino, colunista da revista Época)

Ninguém pode dissociar a anarquia e a desordem no Espírito Santo, no Rio de Janeiro – e em outros estados mais ou menos falidos – da aparente irrealidade em que insistem em viver os políticos brasileiros. Os Três Poderes, capitaneados pelo presidente da República, Michel Temer, parecem se inspirar numa interpretação da física quântica que propõe a existência de múltiplos “universos paralelos” ou dimensões paralelas. Eles estão lá, e nós aqui.

O transtorno que acomete Temer & Cia. é grave e demolidor, para um Brasil que ansiava por um governo legítimo que não nomeasse ou blindasse suspeitos de corrupção. Um Brasil que foi às ruas por progresso, ética e ordem, e para tentar se livrar de figuras como Romero Jucá, Edison Lobão e outros menos cotados mas mais enlameados na Lava Jato do que a Peppa Pig.

Quando se dá a Temer o crédito de ter retirado Jucá de seu ministério, não sei se a pessoa aderiu ao Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, ou se acredita no universo paralelo criado no Planalto, no Congresso e pelo Brasil afora. “É preciso estancar essa sangria”, disse Jucá em gravação já famosa, referindo-se à Lava Jato.

Jucá já não é ministro, mas se comporta como tal – o mais próximo talvez de Temer, fora Moreira Franco, que tem mudado de status a cada hora. A promoção a ministro deu a Moreira Franco foro privilegiado, assim como Dilma Rousseff tentou fazer com Lula e foi impedida. Tem toda a cara de blindagem, já que o “Angorá” foi citado em delações na Lava Jato. Desmentidos oficiais podem até convencer o Supremo, mas não convencerão a população, cansada de manobras para proteger a turma no comando, seja ela qual for. “Cia.”, abreviatura de Companhia, é o PMDB de José Sarney e Renan Calheiros.

Diz-se que Temer decidiu jogar seu xadrez para não acabar no xadrez ele próprio. Nosso presidente da República lê o livro Sapiens, do autor israelense Yuval Harari, que resume a história da humanidade. Segundo Harari, o homem dominou o planeta porque conseguiu se organizar e por acreditar em produtos de sua imaginação, como deuses e dinheiro.

Temer tem muita fé em sua imaginação e em seu ideário conservador para indicar Alexandre de Moraes para a vaga de Teori Zavascki no STF. Nem é preciso lembrar as gafes verbais cometidas por Moraes como ministro da Justiça (uma delas foi a promessa de “erradicar a maconha”). Ou sua tese de doutorado na USP, em julho de 2000, na qual Moraes escreveu que ninguém em cargo de confiança do presidente da República poderia ser indicado ao Supremo Tribunal Federal, para evitar “gratidão política”.

Rasguem-se disposições em contrário, porque a gratidão está em alta e Moraes é amigo de Marcela Temer e de Gilmar Mendes. Moraes será sabatinado por uma comissão que inclui dez senadores investigados pela Lava Jato – entre eles Renan e Jucá, suspeitos de tentar mudar leis para atrapalhar os inquéritos. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é presidida por Lobão, o mesmo maranhense que era fiel escudeiro de Dilma.

Lobão foi ministro de Minas e Energia de Lula e de Dilma, em todo o seu primeiro mandato. Foi Teori Zavascki quem autorizou abrir a investigação contra Lobão em março de 2015, tirando o sigilo do inquérito que apura achaques milionários de Lobão a empresas. Foi o único senador a se abster na votação para manter ou não Delcídio do Amaral na prisão.

Mudou afinal o que nessa dança indigesta das cadeiras? Todos continuam “à disposição da Justiça”, todos “negam irregularidades”, todos “apoiam a Lava Jato”. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, fez “a campanha mais transparente possível” e nada tem a ver com a rapinagem de Sérgio Cabral. O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira, do PMDB, o “Índio” das planilhas de propinas da Odebrecht, não recebeu R$ 2 milhões em duas parcelas, pagas em Brasília e São Paulo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não alimentou com R$ 1 milhão em propina da OAS a campanha de seu pai, Cesar Maia, ao contrário do que diz a Polícia Federal.

Temer diz não ter pressa de nomear um novo ministro da Justiça, numa semana em que a greve da Polícia Militar mergulhou o Espírito Santo na barbárie, deixando um estado refém de assaltantes e homicidas – e disseminando o pânico no resto da Federação. Mais uma prova de que Brasília criou um universo paralelo, sem conexão com o Brasil real.

Só se fala que a greve da PM é inconstitucional e ilegal. E é mesmo. Será que o mau exemplo vem de cima? Quando os partidos tentam aprovar na Câmara um projeto livrando a si próprios da Justiça Eleitoral, o país testemunha exatamente o quê? Respeito à letra da Constituição e ao eleitor?

 

Justiça bloqueia repasse de mais de quatrocentos mil reais da Prefeitura Municipal de Patos para garantir pagamento de garis

De ordem do juiz do trabalho Dr. Clovis Rodrigues Barbosa, da Vara do Trabalho de Patos, através de ação impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Limpeza Urbana no Estado da Paraíba (SINDLIMP/PB), foi bloqueado o empenho de pagamento no valor de Quatrocentos e Onze Mil, Oitocentos e Onze Reais e Trinta e Nove Centavos que seriam pagos pela Prefeitura Municipal de Patos a empresa Light Engenharia e Comércio LTDA.

O SINDLIMP entrou com a ação com o advogado do sindicato, Dr. André Wanderley, para garantir o pagamento de rescisões contratuais, salários atrasados do mês de dezembro de 2016 e outros direitos trabalhistas dos garis que prestaram serviço a Light, mas que estava em conflito desde quando o contrato entre a empresa e a Prefeitura Municipal de Patos foi cancelado através de medida do prefeito Dinaldinho Wanderley (PSDB).

O magistrado entendeu que: “situações semelhantes foram observadas anteriormente neste juízo, quando empresas especializadas em serviços de limpeza, após o rompimento do contrato com entes públicos, deixaram de quitar os débitos trabalhistas contraídos, colocando em risco a integridade dos trabalhadores, considerando a natureza alimentar dos salários”, relatou em sua decisão Clovis Rodrigues Barbosa.

O advogado Dr. André Wanderley comemorou a decisão do juiz do trabalho por entender que desta forma garante o direito dos trabalhadores na limpeza urbana e que estavam apreensivos após a saída brusca da empresa através do fim do contrato com a Prefeitura Municipal de Patos. “A ação foi para garantir o pagamento integral de todos os ex-funcionários da Light, inclusive com as multas pela demora nesse pagamento. Não é novidade que de quatro em quatro anos, as empresas que saem deixam os funcionários à mercê da sorte. Porque não pagam nenhuma rescisão e querem parcelar! Isso o sindicato não concorda e por isso movemos a ação”, relatou Dr. André.

(Jozivan Antero – Patosonline.com)

(+) Comentário do programa – Ao contrário do que muita gente pensou, a Justiça não bloqueou as contas da Prefeitura de Patos. Bloqueou apenas os valores devidos pela Prefeitura à empresa Light e que estavam empenhados para pagamento à empresa. Agora pela determinação judicial este dinheiro, ao invés de ser pago à empresa será destinado ao pagamento de salários atrasados e de direitos rescisórios dos trabalhadores. Se sobrar alguma coisa, a empresa receberá o saldo. O que é comum acontecer, como disse o próprio advogado do sindicato, é que as empresas ao perderem os contratos pretendem parcelar o dinheiro devido aos empregados, ao invés de pagá-lo integralmente, como devido. (LGLM)

Governador exonera Leudo Farias da direção do Hospital Regional de Patos

O Diário Oficial do Estado da Paraíba, edição desta terça-feira, dia 07, trouxe a exoneração a pedido do diretor do Hospital Regional de Patos, José Leudo Farias Alves. A exoneração já era esperada, tendo em vista as especulações envolvendo indicações do Deputado Estadual Nabor Wanderley (PMDB) para assumir ao cargo.

A mesma edição que exonera Leudo Farias da direção do Hospital Regional de Patos, o nomeia para assumir o cargo de Gerente Regional de Saúde da Sexta Região, função que já foi assumida anteriormente por Leudo e atualmente estava sendo dirigida por Liliane Abrantes de Sena.

(+) Comentário do programa – Apesar das especulações de que os cargos de diretores do Hospital Regional e do Hospital Infantil seriam preenchidos por indicação do deputado Nabor Wanderley, essa dança de cadeiras na direção do Hospital Regional e no Sexto Núcleo, com Leudo indo para o Sexto Núcleo e Liliane saindo do Sexto Núcleo para a direção do Hospital, parece desmentir estas expectativas. A não ser que com a mudança, ao invés de Leudo dançar, vá dançar Liliane. Vamos esperar para ver. (LGLM)

João Batista volta a nos alegrar com notícias de chuva.

 

Dia 09.02.2017 – Patos

Pluviômetro da Zona Norte-Bairro Jardim Bela Vista(Canal do Frango)=29,5mm.

Pluviômetro da Zona Sul-(NAPP)- Bairro Alto da Tubiba= 95,0mm

Acumulado: Zona Norte: Jan+Fev.=134,0mm.

Acumulado: Zona Sul   : Jan+Fev.= 168,0mm.

Em tempo: Voltou a chover bem em toda a região, na noite de sábado, 11/02

 

Pluviômetro da Emater:

Malta=23,26mm; Passagem=3,2; Patos=49,7; Quixaba=135,5; São José do Bonfim=14,9; Santa Teresinha=14,7; Catingueira=3,0mm.

Patos, 10 de Fevereiro de 2017

João Batista Morais de Medeiros

Aesa registra chuvas em 35 cidades e maior índice pluviométrico em Teixeira

 

Os maiores índices pluviométricos ocorreram no Sertão e o município onde mais choveu foi Teixeira, com 119 milímetros, quase o dobro da média histórica do mês, que é de 67 milímetros.

Também ocorrem chuvas significativas em São José de Piranhas (100,2 mm), Patos (82,5 mm), Cajazeiras (78 mm) e Serra Grande (72,3 mm).  “Estes altos índices pluviométricos foram provocados pelo sistema meteorológico Vórtice Ciclônico de Altos Níveis. O VCAN, como chamamos, está contribuindo para o aumento da nebulosidade em grande parte do Nordeste do Brasil. Na Paraíba, o tempo deve permanecer instável com bastante nebulosidade e chuvas isoladas até a manhã da quarta-feira (11)”, explicou o meteorologista da Aesa, Lindenberg Silva.
Nas regiões do Litoral, Brejo e Agreste não foram registradas chuvas significativas. No Cariri, a Sala de Situação da Aesa contabilizou 31 milímetros em Ouro Velho, 22 em Monteiro e 19,9 no município de Prata. “Estamos na pré-estação chuvosa do semiárido paraibano. A estação propriamente dita ocorre entre os meses de fevereiro e abril, quando as chuvas devem ocorrer com mais regularidade no Sertão”, acrescentou Lindenberg.

(+) Comentário do programa – Meu amigo Mário Leitão, em contato com o programa, informou que deverão ocorrer chuvas intensas na nossa região durante esta semana. Que Deus o ouça. (LGLM)

Lodim foi o entrevistado da última sexta na Sala de Conversa.

 

(Luiz Gonzaga Lima de Morais)

 O entrevistado da semana no programa SALA DE CONVERSA, que apresentamos na TV Sol, foi Severino Canuto Filho, Lodim. Ex-vereador, Lodim é músico, sendo considerado um dos bons violonistas patoenses. Ele fala sobre sua vida, sua experiência política, como chegou à música e interpreta várias músicas ao violão. O programa SALA DE CONVERSA é apresentado nas sextas-feiras, às oito da noite.  Os programas da SALA DE CONVERSA são reprisados na segunda às dez da noite, nas terças às onze da noite, nas quartas às dez da manhã e nas quintas às onze da manhã. Os programas são postados posteriormente no Youtube, no playlist da TV Sol. Também podem ser acessados através do nosso site www.revistadasemana.com na página SALA DE CONVERSA onde já estão disponíveis mais de quarenta dos programas apresentados. A TV Sol já está atingindo os telespectadores de vários bairros da cidade através da Sol TV, televisão a cabo do grupo SOLTELECOM. A programação também pode ser assistida em vários pontos da cidade como como a lanchonete Girafa”s, a churrascaria Recanto do Sabor, a Farmácia de Carlos Bernardo, o Fórum Miguel Sátiro, Café Centenário, o restaurante Pirão de Queijo, além do restaurante Ramal em São Mamede. Outra forma de você assistir toda a programação da TV Sol é através de um aplicativo para smartphones TV Sol disponível para celulares com sistemas ANDROID ou IOS.

(LGLM)

Prefeitura de Condado inicia corte de terras para os agricultores realizarem plantações

A Prefeitura Municipal de Condado, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, iniciou neste mês de janeiro os trabalhos de corte de terras para os pequenos agricultores. Como de costume, o corte de terras ocorre por localidade e irá beneficiar no mínimo de 380 agricultores em todo o município e atingirá 38 localidades.

Segundo informações do Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Marcilio  Lacerda, a aração das terras mostra o incentivo que a administração local tem dado à agricultura no município, tendo em vista que boa parte da população vive na zona rural e necessita de apoio da gestão. Marcilio também afirmou que com a chegada das chuvas aproximadamente 480 hectares serão preparados para o plantio em todo o município.

(+) Comentário do programa – O corte de terra pelas prefeituras já vinha sendo feito em toda a região, tendo se intensificado nos últimos dias diante das chuvas caídas no sertão. (LGLM)